Abril 29, 2022
Do FOB Brasil
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A situação política, econômica, social e ambiental é catastrófica. As condições de vida e de trabalho do povo brasileiro estão cada dia piores. O governo de Bolsonaro, Mourão, Paulo Guedes e dos generais a serviço dos capitalistas, latifundiários e banqueiros é o grande responsável pela tragédia em que vive o povo pobre e trabalhador brasileiro. A fome e a miséria se alastram, com aumento do custo de vida e o terceiro maior contingente de desempregados do mundo. Com mais de 600 mil mortes oficiais, número que está facilmente subestimado. Todas as chamadas reformas dos últimos anos tiveram como objetivo prejudicar as trabalhadoras e trabalhadores. Mas isso não é diferente em todo o mundo. Os capitalistas estão o tempo todo tentando piorar as nossas condições de vida e de trabalho. Nas favelas e periferias a violência contra o povo negro assola a juventude. As cadeias estão abarrotadas de jovens negros que servem como de força de trabalho ao mercado de trabalho ilegal. No campo, avança o ataque aos povos indígenas, quilombolas, ribeirinhos e camponeses. 
Em ônibus, metrôs e barcas lotados, trabalhos precários e subempregos, nosso povo caminha dia a dia para uma máquina de moer gente. As mulheres submetidas à dupla e tripla jornadas de trabalho, e as trabalhadoras e trabalhadores negros submetidos aos piores salários e condições de vida e trabalho.

Só O Povo Salva o Povo! Não Queremos Ser Governados e Receber Migalhas!

O auxílio Brasil é um escárnio com o trabalhador brasileiro, que se vira sem trabalho. O aumento nos preços dos alimentos, itens básicos e combustíveis é insuportável. No mesmo país que ganhou 11 novos bilionários durante a pandemia e cujos lucros aumentaram durantes os últimos anos, a inflação aumenta, o salário diminui e muitos trabalhadores passaram a viver na rua.
Diante de todo esse quadro de uma guerra contra a classe trabalhadora existem resistências. Povos do campo e da floresta e populações indígenas resistem ao avanço da mineração e do agronegócio. Diversas greves foram organizadas no último período. Greve dos operários da CSN, da construção civil de Fortaleza, dos trabalhadores de APP, de trabalhadoras da educação em diversas cidades, greve dos garis e de trabalhadores rodoviários do Rio de Janeiro. Nas periferias e favelas o povo tem se insurgido contra a violência policial e a guerra às drogas que tem vitimado a juventude negra.
Para reverter esse quadro e defender nossas vidas é necessário construir desde agora organizações sindicalistas revolucionárias e preparar uma Greve Geral do povo pobre e trabalhador brasileiro, para: 1) Conquistar uma renda básica digna no valor de um salário-mínimo para todos os trabalhadores e famílias pobres, exigir um amplo programa contra a fome, o controle e a fixação dos preços dos alimentos e dos combustíveis, a suspensão das contas de aluguel, energia e água, e 2) Parar o genocídio do povo negro e pobre nas favelas e periferias, os ataques aos povos indígenas e ao meio ambiente, os despejos e a violência contra os acampamentos e assentamentos camponeses e as ocupações sem-teto.
Nesse 1º de Maio, data histórica de luta de nossa classe e memória dos mártires operários de Chicago, convocamos os trabalhadores e trabalhadoras da cidade e do campo, a juventude combativa, os desempregados, as organizações indígenas, o povo negro, as associações de favelas e periferias e todos os lutadores e lutadoras do povo para fazer um Primeiro de Maio combativo e de organização para construção de uma Greve Geral em defesa das nossas vidas e contra o genocídio promovido por esse governo fascista e pelos capitalistas.

PAZ ENTRE NÓS, GUERRA AOS SENHORES!

NÃO À GUERRA! NEM COM PUTIN, NEM COM A OTAN!!!

AÇÃO DIRETA POR PÃO, TERRA E VIDA DIGNA!!!

PELA REVOLUÇÃO SOCIAL!!




Fonte: Lutafob.org