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Os atos contra o governo Bolsonaro marcam a insatisfação contra este projeto genocida para o povo. Precisamos ir além, pois essa realidade podre não será transformada do dia para a noite. É preciso atuar desde já nas bases, nos bairros, nos sindicatos, em meio às estudantes, nos movimentos de mulheres, diversidade sexual, junto aos povos originários, na luta camponesa, nas ocupações, nas ações de apoio mútuo nas quebradas, enfim, em todo local onde se organizam e lutam as classes oprimidas.

Precisamos nos organizar para lutar cotidianamente, junto com os atos construir ações combativas de bloqueios, paralisações, greves e piquetes. A Frente Ampla que queremos formar é com o povo que passa fome e sofre com o aumento abusivo dos preços, com a falta de moradia digna, empregos precários e o desmonte dos serviços públicos. Os partidos de direita, mesmo os que se opõ
em a Bolsonaro, só Fazem coro com este projeto, então jamais devem estar ao nosso lado.

Insistimos que as eleições, ano que vem, são insuficientes para mudar o cenário, como sempre foram! Acreditamos na mobilização dos setores de base das classes oprimidas, desde já, unindo as lutas para forjar um povo forte, organizado e rebelde!

Enfrentamos a ameaça constante de militares que aparelham o estado e sequer disfarçam o compromisso de proteger esse governo. A pobreza e a miséria avançam sobre o nosso povo, com desemprego alto, preços que tornam impossível o custo de vida, violência nas periferias e centenas de milhares de vítimas da Covid-19. Nas cidades mais ricas do país, a população de rua cresce e morre de frio, os grandes veículos de imprensa nos sugerem novas receitas de sopa de pedra enquanto a populacão faz fila para comer osso.

Não dá para perder de vista que estamos nessa situação para que governantes, militares e grandes empresários sigam lucrando, vivendo às custas do nosso trabalho e aprovando medidas que aumentam o abismo social, destroem o serviço público e precarizam ainda mais nossas vidas. É urgente lutar contra esses ataques!

Com isso não queremos voltar à antiga normalidade, que nos trouxe até aqui, e sim mandar todo esse sistema abaixo, junto com o Capitalismo, que divide o mundo entre uns poucos privilegiados e bilhões de pessoas oprimidas. Como anarquistas e revolucionárias/os, devemos lutar cotidianamente na construção de um mundo novo, sem exploração nem opressão!

É com essa tarefa que se comprometem as organizações da CAB Brasil afora, na construção do Poder Popular e do Socialismo Libertário!

Coordenação Anarquista Brasileira




Fonte: Cabanarquista.org