Novembro 24, 2020
Do Jornal O Companheiro
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Todo início de ano é a mesma história: Prefeitos, Governadores e Empresários sentam-se as mesas de reuniões e decidem um novo aumento da tarifa do transporte coletivo e público em milhares de cidades brasileiras. Sentam-se em suas salas regadas a champanhe caviar para decidir quem pode ou não se locomover pelas cidades. Sentam-se Prefeitos, Governadores e Empresários para fechar acordos, empréstimos, propinas, financiamentos, subsídios, projetos urbanos e doações para prósima campanha eleitoral. Decidem, na base da canetada, se a populaçao pobre e trabalhadora poderá chegar aos seus postos de trabalho, se poderão estudar, se poderão cuidar de sua saúde, se poderão ir aos locais de lazer, se poderão passear.

Decidem, como bem querem, quem fará parte da cidade que consideram ser deles.

Decidem politicamente quem deverá ter lucro e quem deverá ter prejuízzo.

Todo ano inicio de ano é a mesma história: decições políticas são tomadas para que o Empresário lucre, o Estado cresça e a trabalhadora, sem mais nem menos, pague pelo luxo desses crápulos.

Todo ano é a mesma história e 2019 não seria diferente.

Todo ano, prefeitos, governadores e empresário anunciam aumentos da tarifa do transporte público e coletivo em milhares de cidades do Brasil. E em todos anos, considerando os anos atípicos e os não-atípicos, saímos às ruas contra mais um abuso (como se a existência de uma tarifa já fosse o bastante), contra mais uma imposição do Estado e do Capital que exclui mihares de pessoas diariamente da possibilidade de viver suas vidas.

Todo ano, milhares de pessoas dede mlhares de cidades de todo o território, acordam às 4h30 da manhã para pegar um ônibus lotado, caro e demorado que levará 3 horas para levá-losao trabalho, ao hospital, a praça ou a escola.

Todos os dias, milhares de trabalhadores são extorquidos no bolso, na alma e no estômago.

Nos cobram uma tarifa a qual não podemos pagar. Nos proíbem de viver dignamente impossibilitante nossa livre movimentação. e arrecam o pão da mesa das crianças para poder garantir seus privilégios.

A existência de um tarifa é uma decisão política porque somos nós que utilizamos o transporte público e coletivo e, portanto, nós que que deveríamos decidir como se deve gerir.

A existência de uma tarifa impede, príbe, cerceia, exclui e, no final das contas,mas aos poucos cada trabalhador e trabalhadoras que depende do transporte público e coletivo gerenciado pelo pior tipo de crápula das altas cúpulas dos governos e dos poços de lama do empresariado global.

Quantas vezes no ano nós não deixamos de comer para uma tarifa? Quantas vezes deixamos de comprar nossos remédios para poder pegar um ônibus na volta pra casa? Quantas vezes deixamos de levar nossos filhos e filhas na escola? 

Retiram os pobres do centro da cidade, jogam-nos para as periferias, proibem que voltemos e, se tentarem, os prendem e os mata. Proibem, de uma forma ou de outra que saiamos de nossos bairros e estejamos na cidade.

Uma cidade feita por cada trabalhador, mas que apenas os ricos aproveitam dela.

Aumentar a tarifa é decisão política.

Bem como a existência dela é projeto de poder.

Decidem quem pode e quem não pode. Decidem, como querem, quem terá o benefício e quem terá o ônus. Decidem, que a cidade é dos ricos, e as trincheiras renegadas é o nosso lugar.

Todos os anos em milhares de cidades em todo o Brasil a tarifa aumenta, pessoas são excluídas e os ricos ficam mais ricos.

Todos os anos, e não poderia ser diferente em 2019, milhares de pessoas saem às ruas denunciando esse projeto de poder, essa decisão política, que apenas gera lucro aos empresários e morte cega ao trabalhador.

É necessário, portanto, fazer a defesa e irmos Às ruas – pois bem, e continuar nela – contra o aumento das tarifas e em busca da autogestão e organização popular do sistema de transportes.

Enquanto existirem tarifas e catracas, existirá exclusão. Enquanto existirem tarifas e catracas, existirá denúncia, luta e muita resistência.

O mundo, que saibam os ricos, não tem fronteiras e não será pela existência de muros, catracas, tarifas, fuzis, tanques, e nem bombas nucleares, que será barrada a vitória da Revolução Social e da destruição deste sistema funesto de dominação.

Que saibam os ricos, Prefeitos, Governadores e Empresários:

Que a cada aumento da tarifa há alguém que denunciará e saíra às ruas contra este auso. Que pulará catracas! e que botará fogo em todas elas! .

Que saibam os ricos, Prefeitos, Governadores e Empresários: que nenhuma catraca ou tarifa poderá existir legitimamente enquanto houver gente que lute contra elas.

Que lute por uma vida se catracas até todos os trabalhadores e trabalhadoras, estudantes, desempregadas, idosos, etc. possam desfrutar de uma cidade que, de fato, pertence a eles.

Porque nenhuma fronteira do mundo pode barrar a Revolução Social!

Contra o aumento da tarifa!

Por uma vida sem catracas!

Até a última arder em chamas

Que divulguemos a luta dos nosso companheiros e companheiras. Que informemos aos nossos vizinhos e vizinho sobre o funcionamento abusivo do nosso sistema de transporte.

Nenhuma tarifa a mais!

Nenhum trabalhador a menos!

Fevereiro, 06 de outubro de 2019.




Fonte: Jornalocompanheiro.blackblogs.org