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Como Resistentes à Guerra, sublinhamos que não apoiamos nenhum tipo de guerra e, ao mesmo tempo, lutamos pela eliminação de todas as causas de guerra.

Queremos expressar nosso apoio e solidariedade àqueles que resistem sem violência à guerra na Ucrânia. Em particular, gostaríamos de reconhecer a bravura de todos os presos recentemente na Rússia.

I

A natureza da guerra na Ucrânia é claramente a de uma invasão militar estrangeira que está enfrentando resistência armada e não-violenta. A Internacional dos Resistentes à Guerra exige o fim imediato de todas as ações militares na Ucrânia e o retorno imediato de todas as tropas russas de volta à Rússia.

Condenamos veementemente quaisquer atividades de guerra, especialmente aquelas dirigidas a civis em toda a Ucrânia, incluindo aquelas contra civis na região de Donbass, controlada pela Rússia.

Estamos com aqueles na Ucrânia que decidiram resistir de forma não violenta à atividade militar na Ucrânia, bem como com aqueles que, na Rússia, se posicionaram contra a guerra e se opõem abertamente à intervenção militar russa na Ucrânia. Estamos felizes por ver que alguns membros das forças armadas russas e bielorrussas se recusaram a lutar ou impediram sua capacidade de fazê-lo.

II

Apelamos aos governos do mundo para que abram as suas fronteiras a qualquer pessoa que se recuse a participar da guerra na Ucrânia. O asilo deve ser concedido a qualquer pessoa cuja consciência não lhe permita matar outra pessoa – independentemente do lado do conflito em que se encontre.

O mesmo direito deve ser concedido a qualquer pessoa que se arrisque a ser perseguida por defender e/ou trabalhar contra as políticas militares de seus próprios governos na Ucrânia, Rússia, países da OTAN e em outros lugares.

O direito à objeção de consciência – em todos os países, mas particularmente naqueles em estado de guerra – deve ser protegido e defendido, e nenhum estado deve recorrer ao serviço militar obrigatório como meio de reforçar suas forças.

III

Acreditamos que as causas da guerra na Ucrânia têm sido muito mais objeto de debate do que a própria natureza dessa guerra. O conflito específico que vemos agora está enraizado em uma história muito mais longa e altamente militarizada.

Infelizmente, os grandes orgãos de comunicação social recusam-se a organizar e manter um debate sério sobre como chegamos até aqui e o que deve ser feito para diminuir o conflito o mais rápido possível.

Ninguém deve ser excluído à força do debate porque duvida das políticas e ações de seus governos em relação à guerra na Ucrânia. A ausência de tal debate é uma característica da lógica binária da guerra. Estamos falando de uma possível ameaça nuclear e as pessoas têm o direito de conhecer todos os aspectos e posições em relação à situação na Ucrânia.

Aqueles que criticam as políticas da OTAN de expansão para o leste ou aqueles que criticam o envio da ajuda militar da OTAN para a Ucrânia, argumentando que tal ação coloca lenha na fogueira, têm o direito de falar e ser ouvidos.

V

Conclamamos as pessoas em todos os lugares a expressar sua oposição à guerra da maneira que considerarem possível. Desde um único post nas redes sociais ou uma pequena ação simbólica, até organizar ou participar de um protesto contra a guerra, cada ação cria um mosaico da resistência à guerra em todo o mundo.

CONTRA A INVASÃO RUSSA NA UCRÂNIA!

CONTRA A EXPANSÃO DA OTAN!

CONTRA TODAS AS GUERRAS, INVASÕES E OCUPAÇÕES MUNDIAIS!




Fonte: Aideiablog.wordpress.com