Abril 15, 2022
Do FOB Brasil
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É com grande satisfação que publicamos a Carta de filiação da Alternativa Popular (AP) de Londrina, Paraná, a Federação das Organizações Sindicalistas Revolucionárias do Brasil (FOB). A FOB e todas as suas organizações federadas desejam boas vindas as e aos camaradas e vida longa a AP!

Carta de Filiação a FOB,

O Paraná, estado-território ocupado por grandes latifundiários e assassinos de trabalhadores, em que nos situamos, vive um maior avanço de forças reacionárias já há algum tempo. Londrina não escapou dessa tendência. Há anos verificamos o fortalecimento de organizações e partidos de extrema direita, sobretudo diante de uma esquerda fraca, atrasada e desonesta que compõe a maior parte dos partidos e entidades ditas “progressistas”. Entretanto, esse cenário vem mudando com a ascensão dos organismos classistas e combativos londrinenses.

Nossa luta não é de agora. Desde 2017 trabalhamos pela base e, a partir de 2019, construímos nossa Federação local de movimentos autônomos, a Alternativa Popular, com nosso Núcleo Popular e Comunitário (Movimento Autônomo Popular-MAP), Estudantil (Força Autônoma Estudantil-FAE), e o Sindical (Sindicato independente de Trabalhadores/as-SIT).

Dentro do Núcleo Comunitário, realizamos uma série de Campanhas de Apoio Mútuo e Solidariedade de Classe, sobretudos destinados às necessidades das famílias da Ocupação “Vila Feliz”, no extremo sul de Londrina. Realizamos, também, formações políticas junto a comunidade, mobilizações nas ruas e a defesa da Organização Autônoma da ocupação.

Também promovemos várias manifestações pelos bairros e periferias, especialmente no Conjunto Cafezal. Além disso, atingimos nossa meta na campanha pela construção do Centro de Educação e Cultura Social da Vila Feliz, onde realizamos nossas assembléias, formações e debates.

No Campo Estudantil, desde 2017, defendemos um Movimento Estudantil Combativo, Classista e Autônomo, que não tenha medo de realizar ações diretas e de estar lado a lado do povo. Está presente na Universidade Estadual de Londrina (UEL) o Movimento Estudantil do Ensino Superior, e a partir de 2021 tocamos mais profundamente o Movimento Estudantil Secundarista, realizando eventos de formação com estudantes do Grêmio “Diversifica” do IFPR (Instituto Federal do Parana/Londrina), e auxiliamos a construção da horta do Grêmio do “Colégio Estadual Aguilera” na Zona Sul.

No Núcleo Sindical, buscamos construir um sindicato de caráter Independente, Classista Combativo, por meio do qual a classe trabalhadora londrinense pudesse se organizar para a luta trabalhista. Associamos dezenas de trabalhadores e trabalhadoras, especialmente precarizados. Realizamos formações para nossa base e mobilizamos para diversas manifestações, sempre na defesa de melhorias e demandas imediatas da nossa classe.

Durante 2020 e 2021, em Londrina, as mobilizações em ruas foram protagonizadas pelo setor autônomo e combativo, com a social-democracia desempenhando um papel marginal, reformista e de caráter traiçoeiro. Foram diversos ataques que sofremos pelo reformismo.

Como ainda não era o momento de parar com as ações e atos e o Bloco Combativo nos atos, crescia com uma base fiel e cada vez mais disposta, decidimos junto com a Ação Antifascista Londrina e militantes independentes criar a FCC (Frente Classista e Combativa), articulação que ganhou corpo no bloco combativo organizado para atos e ações classistas e combativas, com enfoque na periferia.

A Frente Classista e Combativa nasce justamente no momento em que a população já não crê mais nas fórmulas reformistas ditadas pelos grupos políticos hegemônicos na esquerda londrinense, como o Comitê Unificado que aglomera em suas fileiras agrupamentos de tendência social-democrata e social-liberal da cidade, e passa a direcionar sua força vital a luta Classista, Combativa e Independente; tornando-se assim, a Frente Classista e Combativa oposição ao Comitê Unificado, que pereceu nos últimos meses de 2021 devido aos seus próprios interesses eleitorais em detrimento da emancipação e libertação da população londrinense, perdendo espaço, portanto, para que a Frente Classista e Combativa assumisse a hegemonia da luta política real (que acontece nas ruas) na cidade.

Por isso, por meio desta carta damos o próximo passo em nossa organização autônoma, classista e combativa, com o objetivo de construir o sindicalismo revolucionário junto da Federação das Organizações Sindicalistas Revolucionárias do Brasil (FOB).

Compreendemos, dessa forma, que não lutamos sozinhos/as, e a luta da classe trabalhadora brasileira (e internacional) é a nossa luta. E, visando a organização comum da classe dominada contra os grilhões nos quais nossos pés vermelhos estão presos, reeivindicamos a máxima importância em articular a Revolução Social, que todos e todas merecem, em todos os cantos do Brasil.

VIVA A RECONSTRUÇÃO DO SINDICALISMO REVOLUCIONÁRIO!!!

O PODER DO POVO VAI FAZER UM MUNDO NOVO!!!

É BARRICADA GREVE GERAL AÇÃO DIRETA QUE DERRUBA O CAPITAL!!!

VIVA A FEDERAÇÃO DAS ORGANIZACOES SINDICALISTAS REVOLUCIONÁRIAS DO

BRASIL!!!

VIVA A ALTERNATIVA POPULAR!




Fonte: Lutafob.org