Janeiro 22, 2021
Do Coordenacao Anarquista Brasileira
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Diante do fracasso das outras concepções de socialismo, o anarquismo pode, hoje, diante da história, reivindicar seu direito de desenvolver seu modelo na sociedade. É claro que isso só pode ser feito dentro da história, mas não do poder vigente, que deve ser derrotado, já que ele não cairá por conta própria. Em nossa concepção, esse poder deve ser combatido a sangue e fogo.”

Juan Carlos Mechoso, Federação Anarquista Uruguaia (fAu)

2020 foi um ano de muita luta, mas ainda mais desafiador. A pandemia da covid-19 atingiu em cheio nosso povo país afora, e impactou profundamente a realidade de todas e todos, em especial os de baixo, as pessoas na base da pirâmide social. O ano se encerra com quase 200 mil pessoas mortas pela doença (sabemos que os números reais são ainda mais altos), além de milhões afetadas pelo desemprego, pelo aumento da pobreza e da fome, e pelas diversas formas de violência do Estado.

Como militantes revolucionários anarquistas, não estivemos alheios a tudo isso, e desde o início nos mobilizamos nos locais de trabalho, estudo e moradia, nas quebradas das cidades lutando por Vida Digna, em mutirões de solidariedade, em manifestações exigindo políticas públicas ou denunciando a violência policial, pelo direito ao isolamento com condições dignas, e também no enfrentamento à extrema-direita nas ruas.

Um pouco da nossa luta e de nossa postura política em 2020 estão nesta cartilha, que resgata as notas da CAB divulgadas durante o ano. São mais de 50 textos que representam tanto posições imediatas frente à conjuntura, como o amadurecimento de reflexões teóricas e políticas que fazemos há alguns anos. Questões sobre a luta sindical, o antirracismo, o feminismo e as pautas LGBTQI+, a questão agrária e a resistência indígena, entre outras, estão materializadas nesse compilado de um ano de lutas. Os textos também mostram o avanço de nosso internacionalismo, por meio da Coordenação Anarquista Latino-Americana, e por uma rede internacional de organizações anarquistas, localizadas nos 5 continentes.

São oito anos desde o congresso que fundou a Coordenação Anarquista Brasileira, e podemos dizer que, apesar das dificuldades, seguimos na reconstrução do anarquismo militante no país, fortalecendo as lutas do nosso povo, ao mesmo tempo em que trabalhamos na coordenação dos trabalhos entre as organizações e as frentes de luta. Com humildade e passos de acordo com nossas pernas, caminhamos ombro a ombro com as classes oprimidas na destruição desse sistema e na construção de uma nova sociedade!

Boa leitura!

Coordenação Anarquista Brasileira

Primeira Parte – Conjuntura

Segunda Parte – Gênero e Sexualidade/Antirracismo

Terceira Parte – Covid-19

Quarta Parte – Campo e Floresta/Educação/Sindical

Quinta Parte – Memória

Sexta Parte – Internacional




Fonte: Cabanarquista.org