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“Todos nós devemos nos preparar para combater. É o momento de trabalhar pela base, mais e mais pela base. Chamemos os nossos amigos mais dispostos, tenhamos decisão, mesmo que seja enfrentando a morte, porque para viver com dignidade, para conquistar o poder para o povo, para viver em liberdade, construir o socialismo, o progresso, vale mais a disposição.” (Manifesto ao Povo Brasileiro, ALN, 1969)

Completamos, nesse mês de março, um ano de pandemia. Apenas no Brasil, estipula-se que tenham morrido mais de 268 mil pessoas (sem contar possíveis subnotificações). No dia 10 de março, o país bateu um recorde de mortes, perdendo mais de 2 mil vidas em apenas 24h.

É impossível não apontar a política genocida de Bolsonaro, Mourão, Pazuello e Guedes como culpada por essas mortes. Desde o início da pandemia, Jair Bolsonaro se comporta num viés de minimizar os imensuráveis efeitos da pandemia, soltando, cotidianamente, frases de extrema truculência. Além disso, o presidente e sua laia propagandearam medicações comprovadamente ineficazes, sempre influenciaram um comportamento descuidado – frequentando aglomerações, não usando máscara, e apontando a COVID-19 apenas como uma “gripezinha” – e elaboraram um plano de vacinação ridículo que, segundo especialistas, provocará um colapso no processo de imunização da população.

Além disso, num cenário de mortes, fome, desemprego e desespero, houve a suspensão do auxílio emergencial, largando o povo brasileiro a sua própria sorte. O aumento no preço dos alimentos é escandaloso: a cesta básica, em 2020, teve um aumento de 24,67% no valor, e em 2021 a mesma chega a custar R$660, equivalente a mais da metade do salário mínimo.

Tramita-se um possível pagamento do auxílio emergencial em 2021, todavia o mesmo será oferecido a uma parcela menor da população, e em valor menor: R$250.

Parece, em primeira vista, uma piada oferecer o pagamento de um valor tão baixo do auxílio aos trabalhadores.

Grande parte das pessoas que necessitam do mesmo são mães solo que, desempregadas, precisam sustentar a casa e seus filhos. Com o aumento dos preços dos alimentos, R$250 mal paga uma compra do mês! Porém, isso não é uma piada, é parte de uma política de extermínio, uma política.

Cabe a nós, trabalhadores e trabalhadoras, nesse momento, nos organizarmos para uma greve geral pela vida. Nosorganizarmos de baixo para cima contra a política assassina de Bolsonaro, Guedes, Mourão e Pazuello. Cabe a nós bradarmos contra o extermínio promovido por essas figuras fascínoras.

Defendemos o pagamento de uma renda básica no valor de R$ 1.200,00 para todas as famílias com renda mensal por pessoa inferior à meio salário-mínimo. Defendemos a vacinação a toda população. Defendemos o controle e fixação dos preços dos alimentos e itens da cesta básica, dos combustíveis, do transporte público e das contas de aluguel, energia e água. E defendemos o aumento REAL do salário mínimo, que deveria ser, em 2021, de R$4350, e não R$1045!

Justiça para o povo!

Dignidade para os trabalhadores!

Pela renda básica!

Pelo derrota ao governo genocida Bolsonaro/Mourão!




Fonte: Federacaoautonoma.wordpress.com