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Mais uma vez, o povo equatoriano tomou as ruas e estradas. A Confederação das Nações Indígenas do Equador (CONAIE) iniciou mobilizações em 13 de junho em todo o país, exigindo a implementação de uma plataforma de 10 pontos básicos que são demandas sentidas pelos que estão na base. Após mais de um ano de diálogo infrutífero com o governo e reivindicações insatisfeitas, a CONAIE retomou a luta.

Com o passar dos dias, mais setores sociais se uniram: estudantes, professores, trabalhadores e a população em geral. Centenas de milhares participaram de várias marchas e da apreensão da Casa da Cultura, um edifício que havia sido anteriormente ocupado pela polícia. O governo Lasso decretou Estado de Emergência e teve que revogar por pressão do povo mobilizado. Entretanto, a repressão tem sido feroz: várias pessoas foram mortas, feridas, presas e desaparecidas em todo o país. Vários testemunhos indicam que os níveis de repressão têm estado entre os mais altos da história do país. O exército está nas ruas ao lado da polícia.

Diante de tanta repressão, o povo redobrou a luta. As mobilizações continuam com firmeza total na busca de uma solução política e negociada para o conflito, levando em conta as demandas populares.

Esta não é a primeira vez que o povo do Equador se mobiliza com tanta força. Já fizeram o mesmo em várias ocasiões e já enfrentaram políticas e governos neoliberais antes. De fato, vários desses governos caíram por causa da mobilização popular, que, como nesta ocasião, assumiu as características de uma revolta social. Bucaram, Mahuad e Lucio Gutiérrez foram derrubados pelos protestos dessas mesmas pessoas que não toleram a opressão e que não sejam ouvidas. Em 2019, o povo equatoriano fez retroceder o aumento de combustível imposto pelo governo anterior, liderado por Lenin Moreno.

Esta luta faz parte do ciclo de protestos em nosso continente, que começou com mobilizações intensas e maciças em Porto Rico, Haiti, Equador, Chile e Colômbia. Este ciclo ainda está aberto e tem um novo capítulo neste novo levante do povo equatoriano liderado por suas organizações sociais mais representativas. Essas mobilizações são uma continuação das de 2019.

Diante da destruição que as políticas neoliberais impõem e aprofundam no continente, a única alternativa para os povos latino-americanos é ganhar as ruas e intensificar a luta. Saudamos o povo fraterno do Equador e seu exemplo corajoso, sua coragem e sua rebelião, e especialmente seu grau de organização e coordenação do movimento popular, unindo várias expressões nas ruas por trás do mesmo objetivo.

Neste momento, o movimento indígena equatoriano está fazendo um “acordo de paz” com o governo Lasso, depois que o governo aceitou negociar e baixar ainda mais os preços dos combustíveis, uma das principais reivindicações populares que iniciou os protestos. Vale a pena lutar!!! Somente o povo salva o povo!!!!

VIVA A LUTA DO POVO EQUATORIANO!!!!
ABAIXO O NEOLIBERALISMO!!!!
ARRIBA LOS Y LAS QUE LUCHAN!!!!

COORDENAÇÃO ANARQUISTA LATINO-AMERICANA (CALA)
Federação Anarquista Uruguaia (FAU)
Coordenação Anarquista Brasileira (CAB)
Federação Anarquista de Rosário -Argentina- (FAR)

ORGANIZAÇÕES IRMÃS
Federação Anarquista Santiago -Chile- (FAS)
Oraganização Anarquista de Córdoba -Argentina- (OAC)
Oraganização Anarquista de Tucumán -Argentina- (OAT)
Oraganização Anarquista de Santa Cruz -Argentina- (OASC)
Grupo Libertário Vía Libre (Colômbia)




Fonte: Cabanarquista.org