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Um grupo de manifestantes derrubou neste domingo (06/06) a estátua em homenagem a Egerton Ryerson, que estava localizada na Universidade Ryerson, em Toronto, por conta da revelação recente de 215 ossadas de crianças indígenas em um internato na Colúmbia Britânica.

Ryerson é considerado um dos idealizadores do projeto dos internatos que forçavam os menores de idade dos grupos originários do Canadá a se “integrarem” na sociedade, abandonando suas tradições e línguas, e aprendendo a se portar “como um canadense”.

A derrubada é só o ato final dos diversos protestos perante à obra que ocorrem desde a última semana. Ela já estava toda pintada de vermelho e danificada. Agora, os manifestantes cobram que a universidade mude de nome.

Em nota, a instituição de ensino afirmou que não vai repor a estátua e que, até setembro, deve dar uma resposta sobre o que fará sobre o assunto, não descartando a possibilidade de renomeação.

A vala comum foi encontrada através do uso de tecnologia em uma busca preliminar na Kamloops Indian Residential School e causou furor entre a população. Apesar de encontrar 215 restos mortais, os investigadores acreditam que há milhares de vítimas de maus tratos e mortes nessas instituições.

Neste domingo, o papa Francisco se disse “chocado” com a descoberta. Apesar de serem instituições de Estado, cerca de 70% das “escolas” foram geridas por instituições católicas.

Segundo dados oficiais, foram cerca de 130 internatos do tipo criados no país entre os anos de 1874 e 1996, sendo que a Kamloops era o maior deles.

Um relatório publicado em 2015 afirmou que essas entidades “praticavam o genocídio cultural” e destacou que qualquer autoridade canadense no período, seja do governo nacional, local ou religioso, sabia dos danos irreversíveis provocados por essas escolas.

Fonte: agências de notícias

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Rogério Martins




Fonte: Noticiasanarquistas.noblogs.org