Agosto 14, 2021
Do Reporter Popular
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Por Repórter Popular – Maricá (RJ)

Desde o retorno das aulas presenciais, trabalhadores da educação vêm denunciando os riscos de reabertura das escolas sem a imunização completa dos profissionais e da comunidade escolar. É contra esse panorama que a categoria da educação no município está em greve das atividades presenciais, mas trabalhando em regime remoto.

Em menos de 1 mês de aulas presenciais, os casos de covid se multiplicaram na rede municipal de educação. Já são mais de nove escolas com casos confirmados, e a tendência, com a nova variante Delta chegando ao município de Maricá, é esse número aumentar. O Sindicato dos Profissionais em Educação de Maricá vem denunciando essa situação e realizou nesta última quinta-feira (12/08) uma ação sindical em frente à E.M Darcy Ribeiro, localizada no bairro do Bosque Fundo.

Foto: Sineduc
Foto: Sineduc

A escola foi escolhida para o ato porque a continuidade de suas atividades presenciais desafia o próprio protocolo de biossegurança da prefeitura de Maricá, já que uma das pessoas confirmadas com covid é a própria diretora. Segundo a categoria, o protocolo possui diversas falhas e é, em si, ineficiente e insuficiente. O protocolo prevê ao menos o fechamento da unidade escolar quando profissionais de “ampla circulação”, como diretores, monitores, pessoal da limpeza e orientação pedagógica, forem confirmados como portadores do vírus.

No entanto, na prática, nem isso está sendo seguido: as escolas seguem abertas por orientação da Secretaria Municipal de Educação. Das nove escolas com casos confirmados, nenhuma interrompeu completamente suas atividades e apenas uma, a E.M. Lúcio Thomé, interrompeu as aulas de segundo segmento, onde os casos de covid começaram a aparecer.

Segue a lista das escolas com casos de covid-19 confirmados:

E.M. Antonio Lopes
E.M Anísio Teixeira
E. M. Carlos Magno
E. M. Darcy Ribeiro
E.M. Lúcio Thomé
E.M. Marques de Maricá
E. M. Romilda Nunes
E. M. Zilca Lopes

Na última reunião da categoria com o vice-prefeito, dia 3 de agosto, o poder público informou que testagens rápidas são “fáceis de serem realizadas na rede municipal”. A realidade, ainda assim, é a de total falta de dados e transparência sobre a abrangência da transmissão do vírus, mesmo nas escolas com casos de covid confirmados. Sobre isso, o Sindicato dos Profissionais em Educação do Município de Maricá se posicionou afirmando que “a comunidade escolar precisa ser avisada pela escola a cada caso suspeito ou confirmado de covid-19”, coisa que não vem sendo feita pela prefeitura.




Fonte: Reporterpopular.com.br