Outubro 19, 2020
Do Passa Palavra
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Por 1010010

O celular “sente” e “tateia” as coisas pela tela, e também por sensores de movimento embutidos no aparelho. Estes sensores de movimento permitem ao aparelho entender quando você está andando, quando está parado, quando está em movimento etc. É assim que funcionam os aplicativos que permitem ligar ou desligar a câmera sacudindo o aparelho, ou que fazem o celular funcionar como uma bússola (junto com o GPS) ou como um nível de pedreiro.

Quando falamos de tela, não se pode esquecer do bloqueio de tela. É a segurança mais básica do aparelho, e dificulta o acesso indesejado. Existem vários tipos de bloqueio de tela:

  • Nenhum bloqueio: basta tocar na tela que o celular se mostra. Segurança zero: qualquer pessoa abre a tela e acessa tudo seu, a qualquer momento.
  • Bloqueio “de passar o dedo”: basta passar o dedo na tela, deslizando, que o celular se mostra. Este bloqueio é o mesmo que nada, também tem segurança zero: qualquer pessoa abre a tela e acessa tudo seu, a qualquer momento.
  • Bloqueio “de desenhar com o dedo”: método simples e rápido, de segurança média, é aquele padrão desenhado com um dedo na tela do celular. Na verdade, este método é uma senha numérica disfarçada: basta imaginar que os nove pontos por onde você passa o dedo são um quadrado com nove casas numeradas, imaginar “1 2 3” na primeira linha, “4 5 6” na segunda linha e “7 8 9” na terceira linha e ver a senha numérica que você desenhou ao passar o dedo pelos pontos numa ordem certa. Não bastasse ser um método fácil de descobrir – seu dedo engordurado deixa marca na tela – ele é fácil de quebrar.
  • Bloqueio de PIN (senha de números): método com segurança alta, pois não deixa traços na tela. De preferência não usar números simples (nascimento, casamento, ano da compra do aparelho etc.), pois quem souber estas informações poderá usá-las para abrir seu aparelho.
  • Bloqueio de senha alfanumérica: método de mais alta segurança, pois a mistura de letras maiúsculas, letras minúsculas, números e símbolos, dificulta enormemente o acesso ao aparelho. Qual a melhor senha? Qualquer senha que seja comprida. Um exemplo é o de uma frase inteira: “eugostomuitodecomercenoura”. Outro exemplo é o de palavras aleatórias combinadas: “bananabezerrobicicletabolabuldogue”. Qualquer um dos dois exemplos pode ser usado trocando algumas letras: “eugostumuitudicenora”, “nananabizerrubicicletabolabuldogue”. Para complicar mais ainda, pode-se misturar letras e números: “eugostomuitodecenoura7419”, “3ug0st0mu1t0d3c3n0ur4”, “b1n1n1b2z2rr4b3c3cl2t1b4l1b5l d4g52”, “74bananabezerrobicicletabolabuldogue19” Qual a pior senha? Senhas curtas: “barco”, “casa”, “portabranca”, “porteiravelha”. Senhas com números conhecidos: aniversário (25041974), casamento (17092002) etc. Senhas com números ou letras repetidos: “1111111”, “aaaaaa”, “zzzzzzzz” etc. Senhas com números ou letras em sequência: números (“12345678”), alfabeto (“abcdefgh”), sequência do teclado (“qwertyui”, “asdfghjk”, “zxcvbnm,” etc.), sequências alternadas (“q1q2q3q4”, “102030” etc.)
  • Biometria (impressão digital e reconhecimento facial): método de altíssima segurança, pois o reconhecimento da impressão digital ou o reconhecimento facial impedem qualquer outra pessoa de abrir a tela do aparelho. Por outro lado, torna-se difícil negar a abertura caso seja forçado (basta mirar o celular para o rosto ou apertar o dedo à força na tela), e há vários relatos de problemas quando a tela do aparelho dá defeito ou quando há qualquer alteração no rosto ou nas mãos, resultando em travamento e inacessibilidade.

Seria bastante complicado falar como funciona o “cérebro” do celular sem entrar em detalhes técnicos. Para simplificar, podemos dizer que o celular “pensa” usando um processador e duas memórias.

O processador mede a velocidade do pensamento do aparelho, que é medida em mega-hertz (MHz) ou giga-hertz (GHz). Quando aparece num anúncio que o aparelho tem, digamos, 1,2GHz, isso indica a capacidade do processador: quanto maior for este número, mais rápido o aparelho vai “pensar”. Alguns aparelhos tem vários processadores montados: são os dual core (dois processadores), quad core (quatro) e octa core (oito). Quanto mais processadores tiver um aparelho, melhor ele conseguirá lidar com muitas tarefas simultâneas, e menos bateria ele vai consumir. É bom que um aparelho tenha vários processadores, mas se isto não representar um aumento no processamento (aquele número em GHz), só servirá para encarecer o aparelho.

A memória RAM mede em quantas coisas ele pode pensar ao mesmo tempo, assim como nossa memória de curto prazo. Não adianta ter um aparelho com processador muito rápido se a memória RAM é pequena. É como se fosse alguém que é muito inteligente e pensa muito rápido, mas só consegue fazer uma coisa de cada vez. Quanto mais alta for a memória RAM, mais tranquilo será o funcionamento do celular. Hoje a memória RAM é medida em gigabytes (GB), sendo que os celulares mais básicos costumam ter 8GB e os celulares mais avançados chegam a ter 128GB.

A memória interna mede quanta coisa o celular pode lembrar, assim como nossa memória de longo prazo. É nela que ficam guardados nossas fotos, vídeos, documentos e tudo o mais. Sabe aquelas mensagens de que o celular está sem espaço? É a memória interna que está ficando lotada. Se ela ficar totalmente cheia, o celular não conseguirá funcionar direito. Quanto maior for a memória interna, mais coisas o celular poderá guardar, mais aplicativos poderão ser instalados ao mesmo tempo, e melhor ele funcionará. Hoje os celulares mais básicos costumam ter 8GB e os celulares mais avançados chegam a ter 128GB. A memória interna pode ser aumentada com cartões de memória. São aqueles pequenos cartões vendidos em qualquer papelaria ou camelô, que podem ir até 32GB.




Fonte: Passapalavra.info