Novembro 24, 2020
Do Resistência Popular Sindical - SP
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Panfleto RP Sindical – Educação e Previdência

O governo de Bolsonaro, em seus quase seis meses de gestão, vem consolidando o projeto de ajuste fiscal aprofundado nos últimos anos, que retira direitos de trabalhadores e trabalhadoras, e acesso aos serviços públicos à população mais pobre, atendendo o interesse de grandes empresários e banqueiros.

No último mês, o Ministério da Educação anunciou o corte de 30% das verbas destinadas às Universidades Federais, porém tais medidas não se restringem ao Ensino Superior. Nas escolas públicas de ensino básico, o fechamento de salas de aula, laboratórios, bibliotecas e a falta de materiais didáticos aprofundam ainda mais o sucateamento na rede municipal da capital e estadual de São Paulo, assim como estudantes já vivenciam a substituição de refeições nutritivas pela “merenda seca” industrializada, rica em sódio e açúcar, como bolachas, enlatados, sucos e molhos artificiais.

A Base Nacional Comum Curricular, implementada no final do ano passado, abriu caminho para as privatizações, com aulas a distância e retirada de matérias do currículo das escolas públicas, levando milhares de profissionais da educação ao desemprego e relegando aos estudantes um ensino que não os capacitam para a continuidade de formação e, logo, cumprindo a função de uma formação precária para um mercado de trabalho isento de direitos, imposto pela Reforma Trabalhista. Essas mudanças beneficiarão apenas as instituições privadas educacionais, como Kroton educacional e instituto Ayrton Senna, que poderão elaborar os cursos à distância a baixo custo e, mesmo assim, recebendo altos valores do governo.

A Reforma da Previdência, que pretende elevar a idade e o tempo de contribuição para obter o direito à aposentadoria, levará a população mais pobre a trabalhar até a morte, considerando que a idade mínima para obter o direito passará a ser de 65 anos para homens e 62 para mulheres, maior do que a expectativa de vida de muitas regiões do país. A custa do suor dos trabalhadores e das trabalhadoras, banqueiros enriquecerão ainda mais com a administração do Fundo, além da fatia do PIB que será desviada para o pagamento dos juros da dívida pública.

Todo esse projeto se soma a Emenda Constitucional 95, que estabeleceu o teto para os investimentos em áreas sociais, como a educação, pelos próximos 20 anos e a Reforma Trabalhista. A Reforma da Previdência, se aprovada, completará o conjunto de medidas de total retirada de direitos históricos e levará a população pobre trabalhadora à situação de penúria.

Diferentemente do que está sendo anunciado pela grande mídia e governo, não são os privilégios dos mais ricos que estão em jogo, mas sim a dignidade da maior parte da população pobre, periférica, trabalhadora.

A saída para os de baixo, nesse momento, é a Greve Geral por tempo indeterminado, pela defesa dos direitos, contra os cortes de verbas na educação e contra a Reforma da Previdência, organizada por local de trabalho, estudo e moradia.

Diversas categorias em todo o país já aprovaram a paralisação para o dia 14/06, façamos que essa data seja um dia histórico e que impulsione a continuidade da luta até a vitória.




Fonte: Rpsindicalsp.wordpress.com