Fevereiro 18, 2021
Do Reporter Popular
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Desde o início da pandemia causada pela COVID-19 e seu avanço no Brasil em 2020, com o surgimento das regras para isolamento e distanciamento social, intensificou-se uma enorme constância de ataques à Educação Pública. O medo de se “perder” o ano letivo, o “medo” sobre as problemáticas no aprendizado dos e das estudantes, etc…. mas, em nenhum momento, foi possível ler/ouvir as “vozes” de preocupação sobre a realidade estrutural das escolas, a histórica falta de investimentos e aumento do sucateamento destas, a precarização do trabalho do corpo de funcionários e funcionárias de todas as Unidades Escolares mato-grossenses. A culpa, novamente, voltou a recair e com enorme peso sobre as costas de todos que trabalham, cotidianamente, no CHÃO DAS ESCOLAS.

Ilustração do Coletivo Pinte e Lute

Chegamos em 2021 com a continuidade das mortes em nossa sociedade, muitos trabalhadores e trabalhadoras da educação morreram… muitos, morreram na execução do atendimento da Comunidade Escolar: pais/responsáveis e alunos. As funções de trabalho na educação não foram paralisadas; trabalhadores/as das funções técnicas e de apoio seguiram e seguem nas funções dentro das escolas: entrega de kit alimentação, entrega e material apostilado, atendimento da comunidade escolar para entrega de documentações etc. As professoras e professores seguem trabalhando, em 2020 de dentro das suas casas – custeando 100% os esforços necessários para o atendimento dos alunos e alunas, mesmo estando com congelamento salarial há 4 anos; em 2021, seguem trabalhando, com um perfeito golpe da Seduc-MT através de “Orientativos”… orientativos que fazem com que o atendimento dos alunos (as aulas) sejam realizados diretamente das escolas (as mesmas escolas precarizadas, sem estrutura, sem condições financeiras para o custeio de todo insumo necessário para evitar a contaminação das/os trabalhadoras/es).

Mauro Mendes segue atacando a educação pública, tentando manipular a sociedade para o convencimento via o poder de financiamento para as Mídias locais – o que se chama de Mídia Marrom. O atual secretário da Seduc-MT, o engenheiro Alan Porto, executa com maior eficácia a política de ataques contra os trabalhadores e trabalhadoras da educação – política de ataques que Mauro Mendes já explicitou em vários momentos durante o período que esteve no comando da Prefeitura de Cuiabá. É muito mais viável, para o Governador de Mato Grosso, manipular a opinião pública através dos altos investimentos para as principais mídias jornalísticas, enquanto fecha escolas, reduz o número de professores e professoras, sobrecarrega efetivos com aulas excedentes… se coloca nas mídias adjetivando os trabalhadores e as trabalhadoras da Educação Pública como: Preguiçosos, Ineficazes, Vagabundos etc.

Mato Grosso já registra mais de 240 mil casos de infecções pela doença, seguimos com a problemática da não Vacinação de toda a população, seguimos com trabalhadores e trabalhadoras morrendo e escolas presenciando grande surto dentro de seus muros. Um trabalho remoto, novamente, sem o verdadeiro planejamento e investimento para um adequado e eficaz atendimento dos e das estudantes.

Não deixamos de trabalhar, continuamos como há décadas e décadas atrás custeando e nos esforçando para manter e garantir uma Educação Pública e de Qualidade para toda comunidade que não tem condições de custear o Ensino Privado – que é o grande interesse do Mauro Mendes. Seguimos, atualmente, com o adoecimento pelo vírus e com um maior registro de outras doenças que as mídias e governo do estado não se importam.

Vacina para todas e todos! Por qualidade de trabalho e estudo dignos! Por Vida Digna!




Fonte: Reporterpopular.com.br