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DESESSENCIALIZAÇÃO DO FEMINISMO ANARQUISTA: LIÇÕES DO MOVIMENTO TRANSFEMINISTA por J. Rogue


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DESESSENCIALIZAÇÃO DO FEMINISMO ANARQUISTA: LIÇÕES DO MOVIMENTO TRANSFEMINISTA[1]

J. Rogue

O transfeminismo se desenvolveu a partir duma crítica aos movimentos feministas radicais e dominantes. O movimento feminista tem uma história de hierarquias internas. Há muitos exemplos de mulheres de cor, mulheres da classe trabalhadora, lésbicas e outras que se pronunciam contra a tendência do movimento dominado por mulheres ricas e brancas, para silenciá-las e passar por cima das suas necessidades. Mas, no geral, em lugar de reconhecer os problemas levantados por estas vozes marginalizadas, o movimento feminista dominante priorizou a luta pelos direitos principalmente de interesse das mulheres brancas ricas. Enquanto o meio feminista em seu conjunto não resolveu estas tendências hierárquicas, vários grupos continuaram falando sobre a sua própria marginalização, em particular, as mulheres transgênero. O processo de desenvolver uma compreensão mais ampla dos sistemas de opressão e como interagem fez avançar o feminismo e é importante para construir sobre a teoria do feminismo anarquista. Mas primeiro, poderíamos lançar um rápido olhar no desenvolvimento do feminismo, particularmente durante o que se costuma conhecer como sua “Segunda Onda”.

Em geral, as narrativas históricas do feminismo que sugerem que poderíamos ver o feminismo em “ondas” apontam a Segunda Onda como um período turbulento com muitas visões concorrendo. Usarei essa perspectiva aqui, embora também me dou conta de que a narrativa é problemática de várias maneiras, particularmente seu viés ocidental e estadunidense, e quero reconhecer isso.[2] Sou dos Estados Unidos, que é o contexto no qual me organizo e vivo. Esta narrativa em particular é útil aqui para assinalar algumas tendências mais amplas dentro do feminismo, particularmente de onde sou, ainda que, novamente, quero reconhecer que este processo, embora descritivo, involucra alguns dos tipos de exclusões que estou criticando neste capítulo. 

Também quero reconhecer que esta é uma história para extrair algumas divisões necessárias e importantes, mas qualquer categorização pode ser problemática (e como poderia um transfeminismo não reconhecer e se atentar a este problema?). Houveram teorias do feminismo liberal, radical, marxista e socialista que NÃO se ajustam a esta narrativa em particular. Contudo, quero enfatizar que considero útil para descrever passados e presentes teóricos com o fim de traçar um futuro feminista e anarquista radicalmente diferente.

De finais dos anos 60 até início dos anos 80, começaram a surgir novas formas de feminismo. Muitas feministas pareciam gravitar para quatro teorias concorrentes com explicações muito diferentes para a opressão das mulheres e suas teorias tinham consequências para as práticas feministas de inclusão e exclusão.

Como suas predecessoras históricas da “Primeira Onda” que se preocuparam principalmente com os direitos de voto, as feministas liberais não viram a necessidade duma ruptura revolucionária com a sociedade existente. Pelo contrário, seu enfoque estava em romper o “teto de vidro”, fazendo com que mais mulheres ocupassem posições de poder político e econômico. As feministas liberais presumiram que os arranjos institucionais existentes não eram fundamentalmente problemáticos. Sua tarefa era velar pela igualdade das mulheres abastadas sob o capitalismo.

Outra teoria, às vezes referida como feminismo radical, defendia o abandono da “esquerda masculina”, ja que a considerava desesperadamente reducionista.[3] De fato, muitas mulheres que saem dos movimentos pelos direitos civis e contra a guerra se queixaram do sexismo generalizado da política de esquerda. Segundo muitas feministas radicais da época, isto se deve à primazia do sistema patriarcal, ou a dominação sistemática e institucionalizada dos homens sobre as mulheres. Para estas feministas, a batalha contra o patriarcado era a luta principal para criar uma sociedade livre, já que o gênero era nossa hierarquia mais enraizada e antiga.[4] Isto fez com que uma “irmandade” claramente definida fosse importante para sua política.

As feministas marxistas, por outro lado, tendiam a localizar a opressão das mulheres dentro da esfera econômica. A luta contra o capitalismo foi vista como a batalha “primária”, já que “a história de todas as sociedades existentes até agora é a história das lutas de classes”. Além do mais, as feministas marxistas tendiam a acreditar que a “base” econômica da sociedade tinha um efeito determinante sobre as suas “superestruturas” culturais. Portanto, a única forma de conseguir a igualdade entre mulheres e homens seria destruir o capitalismo, já que novos arranjos econômicos igualitários dariam lugar a novas superestruturas igualitárias. Tal era o caráter determinante da base econômica. Este argumento foi traçado de maneira bastante eloquente pelo companheiro de Marx, Engels.[5]

Das conversas entre o feminismo marxista e o feminismo radical surgiu outro enfoque chamado “teoria de sistemas duais”.[6] Produto do que chegou a se denominar feminismo socialista, a teoria dos sistemas duais argumentou que as feministas precisavam desenvolver “uma explicação teórica que dê tanto peso ao sistema patriarcal como ao sistema capitalista”.[7] Embora este enfoque ajudou muito a resolver alguns dos argumentos sobre que luta deveria ser “primária” (isto é, a luta contra o capitalismo ou a luta contra o patriarcado), ainda deixava muito a desejar. Por exemplo, as feministas negras argumentaram que esta perspectiva deixava de lado uma análise estrutural da raça.[8] Além do mais, onde estava a opressão baseada na sexualidade, na capacidade, na idade, etc. nesta análise? Foram todas estas coisas reduzíveis ao patriarcado capitalista? E o que é mais importante, para este capítulo, onde estavam as experiências das pessoas trans, em particular as mulheres trans? Diante desta carência histórica, o feminismo requeria um feminismo especificamente trans.

O transfeminismo se baseia no trabalho que surgiu do movimento feminista multirracial e, em particular, o trabalho das feministas negras. Com frequência, quando se enfrenta a acusações de racismo, classismo ou homofobia, o movimento de mulheres descarta estes temas como divisores ou “secundários” (como explicado na narrativa anterior). As vozes mais proeminentes promoveram (e ainda promovem) a ideia de uma “experiência feminina universal” homogênea que, ao estar baseada na similitude entre as mulheres, teoricamente promove um sentido de irmandade. Na realidade, significa podar a definição de “mulher” e tratar de encaixar a todas as mulheres num molde que reflete a demografia dominante do movimento de mulheres: branca, abastada, heterossexual e sem deficiências. Esta “vigilância” da identidade, consciente ou não, reforça os sistemas de opressão e exploração. Quando as mulheres que não se encaixam neste molde o desafiam, frequentemente são acusadas de serem divisoras e desleais à irmandade. A hierarquia da feminilidade criada pelo movimento de mulheres reflete, de muitas maneiras, a cultura dominante do racismo, do capitalismo e da heteronormatividade.[9]

Refletindo esta história, a organização eminista convencional com frequência tenta encontrar o terreno comum compartilhado pelas mulheres e, portanto, foca no que os membros mais vocais decidem que são “problemas de mulheres”, como se a experiência feminina existisse num vazio fora de outras formas de opressão e exploração. Entretanto, utilizando um enfoque interseccional para analisar e organizar em torno à opressão, como defendido pelo feminismo multirracial e pelo transfeminismo, podemos discutir estas diferenças em lugar de descartá-las.[10] O movimento feminista multirracial desenvolveu este enfoque, que sustenta que não se pode abordar a posição da mulher sem abordar também sua classe, raça, sexualidade, capacidade e todos os demais aspectos de sua identidade e experiências. As forças de opressão e exploração não existem separadamente. Estão intimamente relacionadas e se reforçam entre si, motivo pelo qual tratar de abordá-las individualmente (isto é, “sexismo” divorciado do racismo, capitalismo, etc.) não conduz a uma compreensão clara do sistema patriarcal. Isto está de acordo com a visão anarquista de que devemos combater todas as formas de hierarquia, opressão e exploração simultaneamente; abolir o capitalismo e o Estado não assegura que a supremacia branca e o patriarcado desapareçam de alguma maneira magicamente.[11]

Vinculada a esta pretensão duma “experiência feminina universal” está a ideia de que se uma mulher é rodeada por aquelas que encarnam essa mulher ‘universal”, então está a salvo do patriarcado e da opressão. O conceito de “espaços seguros para mulheres” (ser apenas mulheres) remonta ao primeiro movimento feminista lésbico, que estava composto em grande parte por mulheres brancas que eram mais endinheiradas e priorizavam abordar o sexismo sobre outras formas de opressão. Esta noção de que um espaço só para mulheres é intrinsecamente seguro não só descarta a violência íntima que pode ocorrer entre mulheres, como também ignora ou desprioriza os outros tipos de violência que as mulheres podem experimentar: racismo, pobreza, encarceramento e outras formas de violência, brutalidade estatal, econômica e social.[12]

Escrito a partir do trabalho de, e influenciado por, pioneiras transfeministas como Sandy Stone, Sylvia Rivera e suas Street Transvestite Action Revolutionaries (STAR), o Manifesto transfeminista afirma: “O transfeminismo acredita que construímos nossas próprias identidades de gênero baseadas no que se sente genuíno, cômodo e sincero conosco enquanto vivemos e nos relacionamos com os demais dentro duma restrição social e cultural determinada”.[13] A noção de que o gênero é uma construção social é um conceito chave no transfeminismo, e também é essencial (sem jogo de palavras) para um enfoque anarquista do feminismo. O transfeminismo também critica a ideia duma “experiência feminina universal” e argumenta contra a visão biologicamente essencialista de que o gênero de alguém é definido pelos seus genitais. Outros feminismos abraçaram o argumento essencialista, vendo a ideia da “unidade das mulheres” como construída a partir duma igualdade, uma espécie de “feminilidade” central. Esta definição de mulher geralmente depende do que há entre as pernas duma pessoa. Contudo, o que há especificamente na definição de mulher intrínseca a dois cromossomos X? Se é definido com base em possuir um útero, isso significa que as mulheres que se submeteram a histerectomias são de alguma maneira menos mulheres? Reduzir o gênero a biologia relega a definição de “mulher” ao papel de geradora. Isso parece bastante contrário ao feminismo. Os papéis de gênero estiveram sob escrutínio durante muito tempo em comunidades radicais. A ideia de que as mulheres nascem para ser mães, são mais sensíveis e pacíficas, estão predispostas a usar a cor rosa, e todos os demais estereótipos são socialmente construídos, não biológicos. Se o papel de gênero (repressivo) não define o que é uma mulher, e se um médico que marca um “F” numa certidão de nascimento tampouco define gênero[14], o passo seguinte lógico é reconhecer que o gênero só pode ser definido pelo indivíduo, por eles próprios, ou talvez precisemos tantos gênero como pessoas, ou inclusive mais, que o gênero deveria ser abolido. Apesar destas ideias poderem causar pânico em alguns, isso não as torna menos legítimas no que diz respeito às identidades ou experiências das pessoas, ou o tipo de projetos políticos difíceis que possamos ter pela frente. Tratar de simplificar questões complexas, ou lutar para manter o controle sobre como nos foi ensinado o gênero, não nos ajuda a compreender o patriarcado e como funciona. Em vez disso, faz um fraco favor aos feminismos revolucionários.  

Tendo encontrado uma falta de compreensão dos problemas trans em círculos radicais, acredito que é importante assinalar que nem todas as pessoas transgênero escolhem fazer a transição física e que corresponde a cada qual a decisão de fazê-la ou não. A decisão é muito pessoal e geralmente irrelevante para as concepções teóricas de gênero. Há muitas razões para mudar fisicamente o corpo, desde se depilar até tomar hormônios. Uma razão poderia ser a de se sentir melhor num mundo com definições estritas de homem e mulher. Outra é se olhar no espelho e ver pra fora (o entendimento popular) o gênero que alguém sente por dentro. Seguramente, para alguns, é a crença de que o gênero se define pela construção física dos genitais. Contudo, com demasiada frequência, os radicais que não estão familiarizados com a política e as ideias trans reagem fortemente às escolhas dos indivíduos com relação aos seus corpos, perdendo a linha completamente. Mas em lugar de se basear na especulação sobre as motivações das decisões pessoais das pessoas trans (como se não fossem vastas e variadas), é mais produtivo pontuar o desafio à ideia de que a biologia é destino.[15] Com certeza todo mundo se beneficiaria de romper o sistema binário de gênero e desconstruir os papéis de gênero; esse é o trabalho dos revolucionários, sem se preocupar pelo que outras pessoas “deveriam” ou “não deveriam” fazer com os seus corpos.

Até agora, a teoria de gênero e feminista que inclui experiências trans existe quase exclusivamente na academia. Há muito poucos intelectuais da classe trabalhadora no campo, e a linguagem acadêmica utilizada não é particularmente acessível para a pessoa comum.[16] Isto é lamentável, já que os temas que aborda o transfeminismo afetam a todas as pessoas. O capitalismo, o racismo, o Estado, o patriarcado e o campo médico mediam a forma em que todos experimentam o gênero. Há uma quantidade significativa de coerção empregada por estas instituições para vigiar as experiências humanas, que se aplica a todos, trans e não trans (alguns preferem o termo “cis”) por igual. O capitalismo e o Estado jogam um papel muito direto nas experiências das pessoas trans. O acesso a hormônios e cirurgia, se desejado, custa uma quantidade significativa de dinheiro, e as pessoas frequentemente se veem obrigadas a atravessar obstáculos burocráticos para adquiri-las. As pessoas trans têm uma probabilidade desproporcionada de serem pobres. Entretanto, dentro das comunidades radicais queer e transfeministas, ainda que possa haver discussões de classe, geralmente se moldam em torno à identidade, defendendo uma política “anticlassista”, mas não necessariamente anticapitalista.[17]

Os conceitos propostos pelo transfeminismo nos ajudam a compreender o gênero, mas é necessário que a teoria saia da academia e desenvolva a práxis entre a classe trabalhadora e os movimentos sociais em geral. Isto não quer dizer que não haja exemplos de organização transfeminista, mas sim que que deve haver uma incorporação de princípios transfeministas em movimentos de base ampla. Inclusive os movimentos de gays e lésbicas têm um histórico de deixar para trás as pessoas trans; por exemplo, a luta pela Lei de Não Discriminação no Emprego, que não protege a identidade de gênero. Novamente vemos uma hierarquia de importância; o movimento principal de gays e lésbicas muitas vezes se compromete (desfazendo-se, na realidade, das pessoas trans), em lugar de empregar uma estratégia inclusiva para a libertação. Com frequência existe uma sensação de “escassez de libertação” dentro dos movimentos sociais reformistas, a sensação de que as possibilidades de liberdade são tão limitadas que devemos lutar contra outros grupos marginalizados por um pedaço do bolo. Isto se opõe diretamente ao conceito de interseccionalidade, já que muitas vezes requer que as pessoas traiam um aspecto de sua identidade para priorizar politicamente outro. Como se pode esperar que uma pessoa participe numa luta contra a opressão de gênero se ignora ou contribui a sua opressão racial? Onde termina um aspecto de sua identidade e experiências e começa outro?

O anarquismo oferece uma sociedade possível na qual a libertação é tudo menos escassa. Proporciona um marco teórico que exige o fim de todas as hierarquias e, como sugere Martha Ackelsberg, “oferece uma perspectiva sobre a natureza e o processo de transformação social revolucionária (por exemplo, a insistência em que os meios devem ser consistentes com os fins e que na economia os problemas são críticos, mas a não a única fonte de relações hierárquicas de poder) que podem ser extremamente valiosos para a emancipação das mulheres”.[18]

Os anarquistas devem desenvolver uma teoria da classe trabalhadora que inclua uma consciência da diversidade da classe trabalhadora. O movimento anarquista pode se beneficiar do desenvolvimento dum enfoque anarquista e de classe trabalhadora das questões de gênero que incorpore as lições do transfeminismo e da interseccionalidade. Não se trata tanto de pedir às anarquistas que se tornem ativas no movimento transfeminista como de que as anarquistas assumam uma página de Mujeres Libres  e integrem os princípios do (trans)feminismo em nossa organização dentro da classe trabalhadora e dos movimentos sociais. Continuar desenvolvendo a teoria anarquista contemporânea do gênero enraizada na classe trabalhadora requer uma compreensão real e integrada do transfeminismo.

Tradução: Inaê Diana Ashokasundari Shravya


[1] Originalmente um capítulo do livro “Queering Anarchism”, publicado pela AK Press. Sobre a autora: J. Rogue é uma comunista anarquista interseccional que esteve organizada em movimentos anarquistas, feministas e queer radicais por mais de dez anos. Muito desse trabalho se deu em torno de assuntos como HIV/AIDS, prisões, e militarismo, e fazer conexões entre sistemas de opressão e exploração. Rogue é membro da Black Rose Anarchist Federation e da Civilian Soldier Alliance, e vive em Austin, Texas.

[2] Veja, por exemplo, Aili Mari Tripp, “The Evolution of Transnational Feminisms: Consensus, Conflict, and New Dynamics”, em Global Feminism: Transnational Women’s Activism, Organizing, and Human Rights, ed. Myra Marx y Aili Mari Tripp (New York City: New York University Press, 2006), 51–75.

[3] Este abandono de uma parcela do feminismo radical implicará na sua aproximação com movimentos de direita, embora não ocorra de maneira intencional. Não à toa, hoje, o movimento feminista conhecido como feminismo radical trans-excludente (também conhecido pela sigla TERF, em inglês) se alinha perfeitamente com o movimento direita. Camillo Berneri já havia apontado lá atrás que se deve tomar cuidado para não achar que a multidão é composta exclusivamente de revolucionários. É preciso reconhecer que há, bastante até, elementos reacionários, seja nos grupos de esquerda, seja nos grupos minoritários, na classe trabalhadora. [N.T.]

[4] Ver especialmente Shulamit Firestone, The Dialectic of Sex: The Case for Feminist Revolution (New York: Morrow, 1970).

[5]Friedrich Engels, The Origin of the Family Private Property and the State, http://www.marxists.org/archive/marx/works/1884/origin-family/ (consultado el 20 de marzo de 2012).

[6] Veja, por exemplo, Heidi Hartmann, “The Unhappy Marriage of Marxism and Feminism: Towards a More Progressive Union”, en Women and Revolution, ed. Lydia Sargent (Boston, MA: South End Press, 1981); e Iris Young, “Más allá del matrimonio infeliz: una crítica de la teoría de los sistemas duales”, en Women and Revolution, ed. Lydia Sargent (Boston, MA: South End Press, 1981).

[7]Iris Young, “Beyond the Unhappy Marriage”, pág. 44.

[8] Ver  Gloria Joseph, “The Incompatible Menage à Trois : Marxism, Feminism, and Racism”, en Women and Revolution, ed. Lydia Sargent (Boston, MA: South End Press, 1981)

[9] Ibid.

[10] Para uma análise anarquista da interseccionalidade , ver J. Rogue y Deric Shannon, “Refusing to Wait: Anarchism and Intersectionality”, http://theanarchistlibrary.org/HTML/Deric_Shannon_and_J._Rogue__Refusing_to_Wait__Anarchism_and_Intersectionality.html (consultado el 23 de marzo de 2012).

[11] Ibid.

[12] Veja-se especialmente os debates em torno ao Festival de Música de Mulheres de Michigan sobre este tema.

[13]  Emi Koyama, “The Transfeminist Manifesto”, http://eminism.org/readings/pdf-rdg/tfmanifesto.pdf (consultado el 24 de marzo de 2012)

[14] À luz do movimento intersexual, é possível que também precisemos analisar a construção social do sexo biológico.

[15] Ver Kate Bornstein, My Gender Workbook (Nueva York, NY y Londres: Routledge , 1998)

[16] Para alguns exemplos notáveis, veja o trabalho de Mattilda Bernstein Sycamore, Leslie Feinberg e Riki Ann Wilchins, entre muitos outros.

[17] Embora isto certamente não seja uma tendência monolítica, já que muitos queer revoltosos de fato querem o fim do capitalismo e o exigem explicitamente.

[18] Ver “Lessons from the Free Women of Spain”: Geert Dhondt entrevista Martha Ackelsberg em Upping the Ante.




Fonte: Ielibertarios.wordpress.com
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