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No dia 13/04, através do decreto 896/20, a Prefeitura de Goiânia suspendeu contratos de trabalho, indenizações e auxílios de transporte, gratificações de pesquisa, progressões horizontais e verticais, entre outros. As medidas afetaram cerca de 27 mil trabalhadores, incluindo 3,1 mil funcionários que tiveram contratos interrompidos e estão sem renda há quase três meses.

O prefeito Iris Rezende, secretários e outros tecnocratas do munícipio utilizam a pandemia como “laboratório” dos projetos de redução de investimentos em áreas sociais, incluindo a educação. Dos 3,1 mil contratos suspensos, 1,5 mil são professores e outros 1,6 são administrativos.

Alegando déficit – o que é mentira – a Prefeitura ataca os setores mais vulneráveis do funcionalismo público, aqueles que lidam com cargas excessivas de trabalho, baixos salários e poucos direitos. Enquanto isso, o “alto escalão” do Paço Municipal e da Câmara dos Vereadores permanece com privilégios, e as isenções e repasses para indústrias, empresas e obras continuam “a todo vapor”.

Em resposta aos ataques, os trabalhadores da educação realizaram manifestação no Paço Municipal (hoje, 09/06), denunciando o caráter antipopular do decreto 896 e exigindo readmissão imediata dos servidores com contratos suspensos. Ademais, demonstraram insatisfação com o projeto municipal de “educação não presencial”, construído sem diálogo com os trabalhadores e que não contempla as especificidades econômicas e sociais dos estudantes.

Nesse sentido, a Federação Autônoma dos Trabalhadores (FAT/GO), repudia as ações da Prefeitura de Goiânia. Defendemos a revogação do decreto 896/20 e a readmissão imediata dos trabalhadores. Ademais, somos contrários ao modelo de “educação não presencial” de caráter tecnicista implementado em Goiânia, que descarta o aspecto social, científico e pedagógico da educação, reduz a função do professor e cria “abismos” ainda maiores de formação entre ricos e pobres. Convocamos todos os trabalhadores a somar forças nas ações que estão sendo construídas no momento. Só assim, tomando as “rédeas” da história, agindo com as próprias mãos numa perspectiva classista e combativa, é possível reverter o cenário e exigir aquilo que nos é de direito.

PELA REVOGAÇÃO DO DECRETO DA FOME (896/20)!

READMISSÃO IMEDIATA DOS TRABALHADORES!

EAD NÃO! POR UMA EDUCAÇÃO DE QUALIDADE!

SÓ O POVO SALVA O POVO!

Confira também: [Comitê – Centro e Norte] – PREFEITURA INTERROMPE CONTRATOS DE TRABALHO E DEIXA MAIS DE TRÊS MIL FAMÍLIAS SEM RENDA EM MEIO À CRISE NA SAÚDE PÚBLICA.




Fonte: Federacaoautonoma.wordpress.com