Fevereiro 25, 2021
Do Agencia De Noticias Anarquistas
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Por ocasião do centenário da morte de Piotr Kropotkin em 8 de fevereiro de 1921, desde o Sindicato de Ofícios Vários do Sul de Madrid da CGT quisemos organizar um ato público para comemorar esta efeméride e divulgar sua figura como uma das principais referências ideológicas do Anarquismo internacional. Para isso contaremos com a presença de Jordi Maíz, historiador e autor do livro “El Otoño de Kropotkin. Entre guerras y revoluciones (1905 – 1921)”.

O ato acontecerá presencialmente com um foro limitado. Devido às medidas de prevenção por Covid-19, no local do sindicato em Getafe, na rua Garcilaso 56, no dia 26 de fevereiro às 19h00. Mas também se transmitirá ao vivo desde nosso canal do YouTube.

Tens toda a informação no link seguinte:

https://www.cgtzonasur.org/2021/02/charla-piotr-kropotkin-vida-obra-y-pr

Em 1876, Piotr Kropotkin protagoniza uma escandalosa fuga penitenciária do império czarista. O anarquista russo, nascido no seio de uma família aristocrática, marchava rumo à Europa para iniciar um longo exílio que duraria quarenta anos. Nesse período, seu nome, sua obra e suas propostas logo se converteram em uma referência indispensável para as milhares de oprimidas e lesadas pelo autoritarismo e o novo capitalismo. O geógrafo revolucionário esmiuçou as estruturas e métodos que utilizavam as chamadas democracias parlamentares para perpetuar um sistema, cujos resultados eram — a primeira vista — melhores. Kropotkin, que havia vivido a autocracia e os cárceres desde dentro propôs, ao longo de sua obra, um modelo radicalmente distinto, no qual o diálogo com a natureza, o apoio mútuo e a autogestão eram seus sinais mais representativos. O ancião anarquista voltou à Rússia em 1917 em pleno processo revolucionário, ali tratou como pôde de buscar um lugar no qual mostrar suas propostas. A defesa do federalismo, do cooperativismo e da autonomia o levaram a se enfrentar contra os que consideraram que a revolução se poderia dirigir desde cima. Sua morte em 1921 representou a última grande manifestação pública do anarquismo russo e uma forte repressão contra os que pretendiam aplicar o anarco-comunismo em pleno desenvolvimento estatista. Agora, cem anos depois repassamos sua vida, sua obra e a vigência de suas propostas políticas para o presente e para as gerações vindouras: Kropotkin, cem anos depois. Jordi Maíz

Sindicato de Oficios Varios del Sur de Madrid de CGT

Tradução > Sol de Abril

agência de notícias anarquistas-ana

Esqueletos de árvores,
lampiões rodando no vento,
no chão, sombras, bêbadas.

Alexei Bueno




Fonte: Noticiasanarquistas.noblogs.org