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A postura do governo espanhol sempre manifestou um absoluto cinismo a respeito do direito do povo saharaui a sua livre determinação. No entanto, a proposta da Espanha de entregar a liberdade de um povo ao opressor que está exercendo a violência sistemática sobre o mesmo é um giro inexplicável e desprezível que desde a CGT condenamos veementemente.

O estado espanhol não pode validar os assassinatos, torturas, violações e perseguições perpetradas pelo governo marroquino e que sofrem milhares de pessoas saharauis.

Tais atos converterão este país em cúmplice de crimes contra a humanidade e do exílio de todo um povo durante quase 50 anos. O conflito do Sahara é o segundo mais antigo nas Nações Unidas, após o do povo palestino.

Não pode existir contrapartida alguma que compense a conivência com os assassinos e torturadores. As políticas de vizinhança não podem estar baseadas em chantagem. Não podemos converter em garantia de nossas fronteiras a quem não garante os direitos humanos. A terceirização de nossas fronteiras nos aproxima a cada vez mais bárbara desigualdade global e a perda de padrões na proteção dos direitos humanos.

A classe trabalhadora no estado espanhol é esmagadoramente e clamorosamente favorável à posição saharaui. Não só nas pesquisas, anos de solidariedade e laços de amizade reforçam uma especial relação entre nossos povos. Assim, este governo não só trai os saharauis, mas a sua própria cidadania.

Desde a CGT consideramos que a posição do governo é inaceitável e decidimos estudar a possibilidade de iniciar ações judiciais para defender o direito do povo saharaui e exigir à Espanha responsabilidades como potência descolonizadora no Sahara Ocidental, segundo reconhecem as Nações Unidas.

Da mesma forma, apoiamos e seguiremos todas as ações de pressão para que o estado espanhol cumpra com o direito internacional, as resoluções das Nações Unidas e os compromissos de autodeterminação do Sahara Ocidental. Do mesmo modo, seguiremos colaborando e promovendo todas as campanhas de solidariedade internacional com o povo saharaui.

A principal reivindicação do povo saharaui é a de existir, algo negado pela ditadura marroquina. É a sua, definitivamente, uma luta pela vida e a dignidade.

Sahara Livre

cgt.org.es

Tradução > Sol de Abril

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agência de notícias anarquistas-ana

No jardim de infância,
as crianças encantadas
com a joaninha.

Antônio Seixas



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Fonte: Noticiasanarquistas.noblogs.org