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A 9 de Outubro de 2019, com a retirada das tropas norte-americanas do Nordeste da Síria  (Rojava) por Trump, o exército turco de Erdogan começou a sua invasão deste território, com bombardeamentos, utilização de armas químicas, ataques a civis, não respeitando sequer direitos humanos ou o direito internacional.

O ataque de Erdogan está integrado no seu projeto de genocídio do povo curdo, povo este que é proibido da sua identidade, de transmitir a sua cultura e de falar a sua língua,  tendo sido perseguido por vários Estados na sua história. Como te sentirias se falar a tua língua te pudesse colocar na prisão? O que farias?

Em Rojava (Nordeste da Síria) os povos do Curdistão decidiram resistir e aproveitaram o caos da guerra da Síria para dotar os seus espaços comunitários como novos pólos políticos, económicos e organizativos de uma sociedade democrática, plural, multiétnica e multireligiosa, onde cristãos, muçulmanos, ateus, fazem juntos o seu amanhã, algo notável para o contexto do Médio Oriente. As milícias curdas tomaram um papel determinante na luta contra o Estado Islâmico (apoiado pela Turquia), que ameaçava mais uma vez os seus direitos culturais mas também os direitos das mulheres. As mulheres tomam um papel central na construção desta nova sociedade, tendo ampla representação e autonomia. É esta proposta de liberdade no Médio Oriente que está a ser atacada pela Turquia (integrante da NATO e Estado que ambiciona entrar na UE).

A invasão pela Turquia contra Rojava tem que acabar.
Portugal, a UE e a ONU não podem continuar a ser cúmplices deste genocídio, é preciso quebrar o silêncio internacional.

A tomada de consciência do poder coletivo das e dos estudantes de classe trabalhadora move montanhas e soma conquistas. Um bom exemplo é o Chile, não só com as lutas estudantis de 2006 mas com a revolta popular em curso, impulsionada por estudantes. O crescimento dos movimentos ecológicos e por justiça climática também têm sido protagonizados pelos jovens em todo o mundo, incluindo em Portugal, que aderiu à greve climática estudantil.

Observando o papel transformador que as e os estudantes podem desempenhar, acreditamos que a nossa solidariedade e apoio deve estar com Rojava, um exemplo de luta anticapitalista, anticolonial, feminista e profundamente ecológica neste momento sob ameaça com a conivência do Ocidente. Tal ataque genocida contra os povos do Curdistão é também um ataque ideológico contra quem constrói uma alternativa radicalmente democrática; o sucesso de um ataque à esperança de um mundo livre e novo é o fortalecimento de um paradigma onde não se pode ir além do capitalismo.

A Resistência Estudantil Luta e Liberdade apela a todas as organizações estudantis, de juventude, movimentos e coletivos ecológicos, feministas, de trabalhadores e trabalhadoras, que se somem às vozes e ações que condenam esta invasão e defendem Rojava. 

A solidariedade internacional deve ser arma contra o imperialismo sanguinário de Erdogan. Exijamos a condenação e o boicote à Turquia pelo Estado Português e pela União Europeia e uma zona de proibição aérea sobre o Nordeste Síria. Mostremos aos curdos e curdas e todos os outros povos que se defendem contra esta invasão que não estão sozinhos, dando-lhes força para continuar a resistir. Mantenhamos a revolução de Rojava viva nas nossas próprias lutas.

Contra o fascismo de Erdogan e o silêncio do Ocidente, erguemo-nos.
Junta-te à manifestação nacional de dia 16 de Novembro às 15h no Largo Camões!
Rojava Resiste, Rojava Vencerá!

Resistência Estudantil Luta e Liberdade




Fonte: Rell-estudantil.weebly.com