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Entrevista com Edson Passetti (Cientista Social)

T r e c h o s:

“Eu não sou! Não é o problema dizer que eu não sou, eu não sou democrata. Não faço parte desse pluralismo que “empastela” direita e esquerda, em que todos competem, segundo espera a racionalidade liberal.”

“Foram os anarquistas que mostraram primeiro a emergência dessas forças de direita se organizando, se estruturando e que acabaram dando nessa consagração do atual capitão reformado. Foram os anarquistas que mostraram isso. Agora, a reação que os anarquistas tiveram sobre eles foi justamente o quê? Filósofos da USP acusando os anarquistas de fascistas. Essa é a mais contundente: fazendo palestras para a academia de polícia deixando bem claro que os vândalos eram os anarquistas. Alguns filósofos uspianos falaram que os black blocks eram fascistas e não eram.”

“La Boétie tem outra coisa muito boa: nós preferimos obedecer. É isso que é necessário romper. Se você romper com o castigo, rompe com a relação de obediência, que é o princípio da relação de poder, de Estado e de soberania, etc.”

“Kafka tem muito disso, uma admiração pelos bichos, de compreender os bichos, de não tratar os animais como alguém à parte da existência humana, como a tradição aristotélica. Então, eu tenho algo muito forte por Kafka. Não sei, acho essa coisa do escritor de escrever porque é vital e não para ser publicado… Escreve como um jeito de se transformar. Isso tem no Foucault. Ele transforma escrevendo, como uma urgência.”

“Ovelha negra, não; ovelha branca ou preta é ovelha; eu não sou ovelha, não preciso de pastor.”

>> Para conferir a entrevista na íntegra, clique aqui:

https://www.revistas.usp.br/malala/article/view/162551/156374?fbclid=IwAR2h1dzkcVSlxbHtaCstERUpfE5v3y6uNfKxYRer9XXrUvIlwvNTYlw-gWU

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Sou definitivamente
louca do haikai.
Ele, também.

Manuela Miga




Fonte: Noticiasanarquistas.noblogs.org