Outubro 6, 2021
Do Jornal Mapa
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Esta obra de Anna Bednik, jornalista independente e empenhada em diversos movimentos e redes anti-extrativistas, começa por descrever os diferentes usos do conceito e as falsas soluções: «desenvolvimento sustentável», «crescimento verde», «desmaterialização». Estudo documentado das lógicas do extrativismo, este livro fala-nos do que se extrai, onde e como, quem o faz, com que objetivos e quais são as consequências reais. Tanto no Sul como no Norte, como mostra o exemplo do gás e petróleo de xisto e do lítio, por todo o lado o extrativismo é sinónimo de transformação de vastos territórios em «zonas de sacrifício» destinadas a alimentar a megamáquina. Assim, o extrativismo tornou-se o nome do adversário comum para inúmeras resistências coletivas e locais que, defendendo os espaços para podermos simplesmente ser, reinventam as formas de habitar a Terra. São razões suficientemente importantes e urgentes para a tradução e edição desta obra em língua portuguesa.

Livro

Extractivisme – Exploração industrial da natureza: lógicas, consequências, resistência
370 páginas
Le Passager Clandestin, 2016


Artigo publicado no JornalMapa, edição #31, Julho|Setembro 2021.




Fonte: Jornalmapa.pt