Novembro 22, 2020
Do Antimidia
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Dia 19 de novembro: véspera do dia da Consciência Negra, dois seguranças de uma loja da rede Carrefour em Porto Alegre espancam João Alberto, de 40 anos, até a morte, por supostamente discutir com uma atendente.

Um dos assassinos, é policial militar.

No dia 20, multidões se juntaram às marchas já convocadas por movimentos negros.

Em Belo Horizonte, 3 unidades e um shopping center foram tomados por manifestantes. Em Porto Alegre, pessoas invadiram a loja onde João Alberto foi morto e deixaram sua mensagem de repúdio.

Londrina teve lojas atacadas e pixadas com mensagens antirracistas.

No Rio de Janeiro, manifestantes encheram carrinhos de comida, fizeram barricada com pneus da loja e forçaram o gerente a liberar funcionáries mais cedo. Em São Paulo, a fachada de um Carrefour foi destruída e produtos incendiados.

Se não existe racismo no Brasil, como alega o vice-presidente, o que faz com que 8 em cada 10 mortos pela polícia sejam pessoas negras? O que torna a pandemia do coronavírus 4 vezes mais letal entre pretes e pardes?

O racismo é estrutural!

Só no Carrefour, em agosto, um trabalhador que morreu devido à Covid-19 e o gerente mandou sobrir o corpo com caixas e manter a loja funcionando.Em 2018, um segurança matou uma cadela com barra de ferro em uma unidade de Osasco. No mesmo ano, em São Bernardo do Campo, um cliente negro foi espancado por falsa suspeita de furto.

Quando pessoas que são o maior alvo dessa violência apenas dizem ou “pedem” pelo fim do genocídio, os poderosos se recusam a escutar. Quando pessoas agem e impõem consequências para a violência racista da polícia, debates e mudanças profundas começam a surgir, assim como foi nos EUA após o assassinato de George Floyd.

Eles tem medo do “vandalismo” e de uma “guerra”, porque estão acostumados a atacar sem ter uma resposta.

Pelo Fim do Racismo.
Pelo Fim do Genocídio.




Fonte: Antimidia.noblogs.org