Abril 20, 2021
Do Agencia De Noticias Anarquistas
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Nenhum mapa do mundo merece consideração se não incluir a Utopia.  Oscar Wilde

Apresentação do organizador: 1830, 1848, 1871, 1905, 1917… revoluções e revoltas populares se sucederam durante um século. Movidos pelo desejo de conquistas sociais e de transformação profunda da sociedade e pela esperança de ver suas ideias triunfarem, autores envolvidos em diversas correntes progressistas imaginaram o futuro das revoluções que estavam vivendo ou desejando: com base em teorias, projetam os leitores em uma nova era, uma idade de ouro que estava por vir.

Os 7 textos aqui reunidos testemunham a diversidade de pontos de vista, correntes e meios para alcançar a revolução anunciada. Estes discípulos de Saint-Simon e Charles Fourier, socialistas e anarquistas, participantes ou adeptos da Comuna e anarco-sindicalistas sonham em ver o mundo mudar de alicerce.

Nessas utopias e antecipações revolucionárias, uma nova sociedade se esboça: mais justa, mais fraterna, mais igualitária. Embora nem todas se realizaram, essas esperanças contêm objetivos a serem alcançados que ainda hoje são relevantes: trazem as sementes da emancipação do gênero humano e o desejo de um futuro radiante. A utopia não é uma ilusão, é um ideal; não é uma quimera, é um projeto. Se, como escreveu Victor Hugo, “a utopia é a verdade do amanhã“, então, hoje como ontem, com todos os Zé Miseras, continuemos a construir cidades ideais, a cantar a primavera e, amanhã, o sol brilhará sempre!

No índice:

> Louis Desnoyers (reformador e utopista), “Paris revolucionado“, 1834.

> Barthélémy Enfantin (saint-simoniano), “Memórias de um industrial no ano de 2240“, por volta de 1838.

> Victor Hennequin (falansteriano), “Cenas falansterianas“, 1850-1852.

> Paschal Grousset (socialista), “O sonho de um irreconciliável“, 1869.

> Louise Michel (socialista libertária), “A nova era“, 1887.

> Olivier Souëtre (anarquista), “A cidade da igualdade“, 1892.

> Émile Pouget (anarco-sindicalista), “O que a revolução de amanhã nos reserva?“, 1909.

Edições Publie.net, 22 euros (papel), 4,99 euros (digital).

É possível consultar o início do livro no site da editora.

Tradução > Alainf_13

agência de notícias anarquistas-ana

No céu brilha a lua;
cor viva, figura altiva.
Recordação tua.

Everton Lourenço Maximo




Fonte: Noticiasanarquistas.noblogs.org