Abril 23, 2021
Do Agencia De Noticias Anarquistas
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May Picqueray (1898-1983) é uma anarquista que não faltou a nenhum dos grandes eventos da história do século XX. Em 1921, ela enviou uma carta-bomba ao embaixador dos Estados Unidos em Paris, para protestar contra a execução da pena de morte de Nicola Sacco e Bartolomeu Vanzetti.

Em novembro de 1922, ela é enviada pela Fédération des Métaux (Federação Metalúrgica francesa) – que era associada à Confédération Générale du Travail Unitaire (CGTU) – ao congresso internacional do Sindicato Vermelho, em Moscou. Lá, ela sobe na mesa e denuncia que, enquanto todos estão “enchendo a pança” no congresso, os trabalhadores russos estão passando fome. No final da refeição, ela canta Le Triomphe de l’anarchie (O Triunfo da Anarquia). Ainda na Rússia, ela se recusa a apertar a mão de Trotsky, a quem veio exigir a libertação dos anarquistas mahknovitas, que foram traídos pelo mesmo.

Durante a guerra civil espanhola, ela fabricou falsos documentos para transportar órfãos refugiados. Depois se envolveu nas mobilizações de Larzac e Creys-Malville trabalhando a favor dos “objetores de consciência” (movimento que, entre muitas coisas, são contra o serviço militar).

Além disso, nada impediu a esta pequena bretã, que começou a trabalhar aos 11 anos, em se tornar revisora do famosíssimo jornal satírico francês Le Canard Enchaîné (criado em 1915 e que segue nas atualidades), trabalhando lado a lado com Sébastien Faure, Nestor Makhno, Emma Goldman, Alexandre Berkman, Marius Jacob…

É um livro sobre uma réfractaire a todas as injustiças e que nos estimula a não perder a esperança sobre os seres humanos.

MAY PICQUERAY | MAY LA RÉFRACTAIRE | 85 ans d’anarchie

336 páginas — 10 €

editionslibertalia.com

Tradução > Ligeirinho

agência de notícias anarquistas-ana

O ar. A folha. A fuga.
No lago, um círculo vago.
No rosto, uma ruga.

Guilherme de Almeida




Fonte: Noticiasanarquistas.noblogs.org