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Instituto de Estudos Libertários entrevista Do Morro Produções


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Dezembro/2020

Como surgiu a “Do Morro produções”?

A Do Morro Produções surge quando eu me vi parando de fazer zine, mas ainda na intensão de continuar a produzir algum tipo de material informativo. Arrisquei na ideia de que vídeos iriam ser mais acessados do que meus zines. Temas que já havia pensado para escrever e publicar acabaram virando assuntos dos primeiros vídeos da produtora.

No mesmo ano da minha primeira produção chamada “Unindo Quebradas – Anarco Rap São Paulo”(2008) iniciei a transmitir informações técnicas de fotografia e vídeo para crianças e adolescentes e desde então a produtora assina produções próprias como também tem uma frente pedagógica junto a instituições educacionais. Acreditando que o audiovisual precisa estar na programação curricular das escolas.

Fale um pouco das atuais produções e ideias para o futuro?

As ultimas produções são materiais para a internet, web programas e apoio para pessoas que mantem canais temáticos.

Estou gravando alguns assuntos para próximos lançamentos, algumas coisas sobre quilombo, punks pretos, luta de classes e memória de bairros e pessoas.

Qual a importância da produção audiovisual para as lutas anárquicas e sociais em geral?

Acredito que o audiovisual, assim como os jornais, zines e as bandas são armas potentes para a divulgação dos ideias anarquistas. A câmera é uma ferramenta importe que sempre foi forjada para nossas lutas, mas sem esquecer que é uma tecnologia cara e que ainda não temos domínio de grandes canais de difusão. Temos incontáveis produções anarquistas pelo mundo, mas ainda nos vemos refém de sites com YouTube para poder difundir tudo isso. Com isso as nossas produções não podem parar, mas junto a isso precisamos apoiar os cineclubes e festivais anarquistas de filmes. Uma saída atual para quem quer assistir produções libertárias em sites libertários tem o nosso site do Festival do Filme Anarquista e Punk de São Paulo: anarcopunk.org/festival e o Kolektiva, site recente que está sendo uma saída para sairmos do Youtube.

Quais as principais dificuldades para se fazer audiovisual independente e anárquico no território dominado pelo estado brasileiro?

Dificuldades são inúmeras, vou elencar algumas.

Como citei a cima, não temos domínio da tecnologia das câmeras, gravadores de áudio e luz, se equipar, seja com um celular simples que grave áudio e vídeo, é caro. A difusão, muitas vezes, chega a ser mais desafio do que produzir um vídeo pois se não está na internet as pessoas não assistem, os cineclubes e festivais são pouco frequentados. Estamos a cada dia nos rendendo para a cultura do virtual e precisamos refletir sobre isso.

Ancine, SpCine e outras ferramentas de controle do estado nacional são instituições e empresas que sempre vão existir e sempre com os mesmos fins, manter a imagem de que audiovisual é uma linguagem artística para pessoas brancas, heterossexuais, ricas e estudadas. Logo não tem a ver com nossas propostas.

Agora deixamos um espaço aberto para você falar sobre o que quiser, mandar um salve e tudo mais!:

Quero agradecer o convite da entrevista por parte da Imprensa Marginal [1] e dizer que a Do Morro produções está aberta a ideias junto aos coletivos libertários. A estrutura criada com o passar dos anos está bastante bacana para trabalhar em diversas situações e isso nos permite criar mais, vejo isso como uma conquista e não apenas minha, por esse motivo sempre que possível apoiamos projetos externos.

Notas

[1] A pessoa que realizou a entrevista faz parte do IEL e também da editora anarquista Imprensa Marginal




Fonte: Ielibertarios.wordpress.com
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