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A Itália está em guerra! Embora as Forças Armadas da Itália tenham participado ativamente dos conflitos na Europa, África e Oriente Médio desde 1992, a maioria das pessoas estão convencidas de que a última guerra terminou em 1945. Sucessivos governos cobriram as operações de guerra tricolor sob um manto de hipocrisia. Missões humanitárias e operações policiais internacionais disfarçaram o envio de tropas para as frentes de guerra na Somália, Líbano, Sérvia, Iraque, Afeganistão e Líbia. O conflito russo-ucraniano é apenas mais uma guerra em que a Itália está engajada: há mais de 40 cenários em que nossas forças armadas estão presentes, mais da metade delas na África.

As mulheres nesses conflitos atuam como espólios de guerra, estupros em muitos casos autorizados e incentivados pela hierarquia militar, provando ser ferramentas formidáveis ​​de genocídio e política imperialista. Ainda hoje, neste conflito, as mulheres, em ambas as frentes, pagam o preço mais alto em termos de viabilidade física, psicológica e política. A lógica nacionalista, patriótica, estatal e patriarcal quer trabalhadoras e trabalhadores, alunas e alunos escravizados à lógica da dominação.

Para erradicar essas lógicas é necessário combater todas as formas de exército e guerra, por isso o feminismo tem seu próprio valor central no antimilitarismo. Ser antimilitarista significa tomar partido contra qualquer forma de hierarquia e dominação, significa romper a imagem que a sociedade tem das mulheres, significa reivindicar a autodeterminação e a construção de um mundo baseado em outros sistemas possíveis, que não preveem opressão, mas horizontalidade, o reconhecimento do outro, não baseado em uma identidade nacional assumida, e que garantem a auto-sustentação através do mutualismo e da responsabilidade compartilhada. Romper as cadeias patriarcais significa destruir as instituições totalitárias, a começar pelos exércitos, todas as “forças de segurança” e suas prisões, para lançar as bases de um mundo verdadeiramente inclusivo a ser compartilhado sem autoridade, sem dogmas e sem fronteiras, em uma palavra libertária.

Por esta razão, hoje as Mulheres Libertárias não estão nas ruas nem com Putin nem com a OTAN, não equidistantes dos contendores nesta ou em outras guerras, mas fora da lógica de opressão e dominação que as subjaz, pela criação de uma sociedade igualitária, solidária e libertária de todos e todas.

MULHERES LIBERTÁRIAS DE REGGIO EMILIA

Tradução > GTR@Leibowitz__

agência de notícias anarquistas-ana

Cidade enfeitada.
Poças de água na calçada.
E o luar passeando…

Analice Feitoza de Lima



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Fonte: Noticiasanarquistas.noblogs.org