Março 12, 2021
Do Anarkio
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Juana nasceu em 1889, em Madrid, e viveu entre Buenos Aires e Montevidéu, onde integra o movimento anarquista e se torna redatora de jornais operários e feministas. Ao lado de outras libertárias, cria um centro anarquista feminino em Buenos Aires, conscientizando e organizando as trabalhadoras.

Figura importante do anarco-sindicalismo argentino, em 1904 dirige a palavra, durante a manifestação de 1 de maio em encontro convocado pela FORA. Em 1907, organiza com as companheiras Virginia Bolten, Teresa Caporaletti e Maria Collazo, o Centro Feminino Anarquista. Neste mesmo ano, Juana e a uruguaia anarquista Maria Collazo são oradoras durante uma marcha de protesto pela alta dos aluguéis e desalojo dos cortiços, organizada pelo comitê da Greve de Inquilinos, que teve adesão de 100 mil pessoas, em grande parte pessoas operárias, e foi duramente reprimida a sangue e fogo.

Por sua participação o governo aplica a Lei de Residencia para expulsar a vários dirigentes anarquistas por sua condição de pessoas estrangeiras, como María Collazo e Virginia Bolten, uruguaias, e Juana Rouco Buela, espanhola, são deportadas para Europa

Em 1908 chega ao porto de Barcelona e conhece a la militante anarquista Teresa Claramunt e visita varias escolas que se orientam pela pedagogia libertaria de Francisco Ferrer y Guardia. Em seguida regressa ao Rio do Prata, se instalando no Uruguai.

Também escreve um livro de memórias, registrando sua atuação nas campanhas de agitação contra a morte do pedagogo espanhol Francisco Ferrer, em 1909. Após fazer um discurso inflamado a favor de Ferrer, a multidão avança contra as forças policiais, resultando em muitas mortes e sua condenação como “louca”. Ainda em 1909 funda, com Virgínia Bolten, María Collazo e alguns companheiros anarquistas o periódico anarquista La Nueva Senda. Juana está também entre as fundadoras do Centro de Estudos Sociais Argentino, que dá origem ao periódico Nuestra Tribuna, a primeira publicação anarquista de caráter internacional. Com intensa atividade militante, Juana falece aos 80 anos deidade, em 1968, na Argentina.

(do material Mulheres Anarquistas vol. 01, clique aqui para acessar)

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Fonte: Anarkio.net