Fevereiro 11, 2021
Do Reporter Popular
173 visualizações


 Depois de alguns anos de Trabalho, um sonho coletivo está enfim saindo do papel. Surgido de uma atividade de ensino onde se buscou pensar a violência entre as crianças da periferia, e criação de uma discussão sobre o desarmamento com a juventude, o curta-metragem “Apocalipse no Morro Santana” adota a espontaneidade das crianças, os modos de fantasiar com poucos recursos, como técnica cinematográfica, buscando narrar a complexa tragédia do mundo em que vivemos atualmente.

 Filmado entre 2016 e 2018, a história narra o cotidiano de crianças em um cenário pandêmico, quando se refugiam no bairro da Laranjeiras para fugir de uma peste global que levou o mundo dos adultos ao caos total. Nesse universo, apenas as crianças não se tornaram mortos-vivos, e precisam lutar contra seu próprio envelhecimento, o que leva algumas delas a medidas trágicas: o culto das armas. Para esse violento grupo, o suicídio seria a única saída para que jovem em idade de se tornar adulto, não se torne também um zumbi. Mas há um outro grupo, preocupado em pesquisar nos livros os possíveis caminhos e remédios para a pandemia.

 Ainda que o filme tenha sido escrito e filmado há quase três anos atrás, sua história parece se referir ao cenário que vivemos desde 2020. Em um país que tem visto governos cortarem recursos dos postos de saúde, das universidades que realizam as pesquisas científicas, mesmo em meio a uma pandemia, ao mesmo tempo que sobram esbanjamentos para os altos escalões da elite, não há como não achar e ver a responsabilidade “dos adultos” nessa crise que nos encontramos. Uma realidade por vezes que mais pareça um filme de terror mal feito.

 Contando com o elenco de 36 crianças da comunidade do Morro Santana, com roteiro e direção de Jonas Dornelles, edição de Lorenzo Leuck e a participação do ator Marlon Fidelix, “Apocalipse no Morro Santana” busca instigar a discussão sobre a violência na periferia, refletir sobre nosso tempo, assim como procura revelar o potencial oculto nas crianças da comunidade. Jovens que possuem sua capacidade de criar heroínas ou vilões apenas com um punhado de tinta, e que nessa simplicidade buscam deixar uma mensagem para o mundo em crise que vivemos.

O lançamento acontecera de forma virtual devido a pandemia de Covid-19, podendo ser acessado através do youtube.

Data: sábado13/02

Horário: 17:00 horas

Link de acesso: https://abre.ai/apocalipsenomorrosantana

Para diminuir a distância entre as pessoas, acontecera também uma sessão comentada, onde será contado um pouco dos bastidores da produção, assim como o público poderá fazer perguntas e comentários, numa live que será transmitida pela página da Rádio Voz do Morro, no Facebook, no mesmo dia e horário.




Fonte: Reporterpopular.com.br