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No dia 18 de novembro de 1918, estourou no Rio de Janeiro a chamada Insurreição Anarquista, uma das mais importantes experiências insurrecionais do sindicalismo revolucionário, estratégia sindical anarquista.

Protagonizada pela classe trabalhadora organizada em diferentes categorias sindicais, a insurreição ocorre depois de um longo período de aumento do custo de vida (carestia), explosão da gripe espanhola e acirramento da luta de classes no estado da Guanabara.

Estavam vivas na memória das oprimidas e oprimidos, a grande greve geral de 1917 por causa do aumento do custo de vida, no contexto do pós-primeira guerra mundial.

O estopim da insurreição foi a morte de diversos trabalhadores da construção civil, num acidente de trabalho no hotel New York. Cabe dizer que o imaginário da Revolução Russa, espalhava-se como um rastilho de pólvora, motivando as insatisfações operárias no nosso continente latino-americano.

A insurreição teve a ação determinante da Federação Operária do Rio de Janeiro (FORJ) e da Aliança Anarquista, organização específica que tinha como principal referência, o professor José Oiticica. Muito longe de ser uma insurreição espontânea, o comitê organizador da insurreição articulava-se decisivamente com a ação da Aliança Anarquista.

A insurreição não se limitou a cidade do Rio de Janeiro. O interior também foi atingido pela revolta popular, com experiências de poder popular na cidade de Magé, onde trabalhadores tomaram as fábricas e reivindicaram o socialismo libertário.

No Rio de Janeiro, troca de tiros com as forças da repressão, uso de dinamite e confrontos de rua (incluindo a deserção de soldados do exército) marcaram a paisagem da luta popular.

A repressão brutal  que se seguiu, trancafiou anarquistas e sindicalistas, fechou sindicatos, mas espalhou o temor na classe dominante brasileira. Diversas leis trabalhistas e de regulação social foram aprovadas depois da reforma. A classe dominante temia a ação organizada das/os de baixo.




Fonte: Anarquismorj.wordpress.com