Agosto 16, 2021
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Por Rede de Mídia Classista (DF)

A Secretaria de Educação do DF determinou o retorno presencial obrigatório das aulas na rede pública a partir de 2 de agosto. Em poucas semanas, alterou o planejamento para um retorno escalonado entre os segmentos e redução de 5 para 4 horas de aula presencial. Nem todos profissionais da educação estão vacinados e a vacina aos estudantes sequer tem sido mencionada.

Com isso, parte da comunidade escolar critica de forma geral as falhas no protocolo de segurança e o momento do retorno com baixa vacinação da população e a chegada da variante Delta mais contagiosa. Em particular, criticam a ausência do debate e do direito de escolha da própria comunidade (pais, mães, estudantes e professores) para manter-se no ensino remoto, como ocorre em outros estados.

Pais e mães de alunos iniciaram um movimento de contestação deste modelo de retorno obrigatório e logo envolveu professores e estudantes da rede pública. Rapidamente, quase 800 pessoas de diversas escolas aderiram ao grupo que vem se organizando e cerca de 3 mil assinaturas foram colhidas em um abaixo-assinado entregue ao GDF.

Protesto de rua

Este movimento convocou um primeiro protesto no Palácio do Buriti no último dia 29. O ato ocorreu ao ar livre, todos com máscaras e distanciamento. O protesto reuniu cerca de 50 pessoas representando o grupo para questionar as medidas do GDF e afirmou que uma sequência de ações estão em andamento, como medidas jurídicas, campanha de propaganda e organização de comitês por escola e regional.

No local, a PM buscou dificultar a realização do protesto. Afirmou que o carro de som não poderia ligar o som em um raio de 100 metros do Palácio e que as faixas não poderia ficar no gramado. A ação foi avaliada como antidemocrática entre alguns presentes.

Apesar disso, o protesto seguiu passando em frente ao Palácio, parou nos semáforos próximos, marchou nas ruas e foi concluído com um percurso de carreata. Manifestantes entoaram gritos como “Ibaneis farsante inimigo do estudante” e “com a vida não se brinca, esse retorno é genocida”, denunciando o governo e animando o espírito de luta da comunidade.

Movimento plural e independente

Sindicatos da categoria como Sinpro se ausentaram do protesto, como tem estado nos protestos de rua durante a pandemia. A posição da diretoria do Sinpro é de negociar o retorno com algumas condições que outras organizações de professores avaliam também como insuficientes, como a ausência da vacinação aos estudantes entre outras.

O movimento se organiza de forma independente e é bastante plural e aberto a participação. Interessados em aderir a causa podem acessar o abaixo-assinado ou grupos de comunicação e ações pelo endereço: https://linktr.ee/contraoretornoobrigatoriodf


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Fonte: Lutafob.org