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Nós mulheres, as primeiras a fazer o trabalho, representamos mais de 85% das

profissões de cuidados, nos hospitais, na assistência social, nas famílias com

idosos ou com crianças em dificuldade.

Enfermeiras, auxiliares, obstetrizes, psicólogas, médicas, educadoras, assistentes

sociais, auxiliares de limpeza, cozinheiras, governantas, nós fazemos os trabalhos

essenciais para a vida e o bem-estar da maioria da população. Queremos que este

trabalho seja reconhecido, respeitado e devidamente pago !

Ontem aplaudidas, hoje desprezadas de novo, desde o início da crise sanitária, nós

mulheres assumimos nos nossos ombros uma grande parte do esforço coletivo

desde o início desta pandemiaglobal ! Não nos esquecemos ! Nós não desistimos !

Nós, mulheres revoltadas, exigimos um aumento maciço dos nossos salários !

Face a horários de trabalho atípicos, trabalhonoturno, trabalho ao fim-de-semana,

doenças, exclusão social, morte e a degradação das nossas condições de trabalho !

Nós, as mulheres em insurreição exigimos compatibilidade entre o trabalho e a

vida familiar, proteção da nossa própria saúde nas suas dimensões física, mental e

social, e uma consequente extensão da licença de maternidade com remuneração

completa.


Recusamo-nos a permitir que os nossos empregos, os nossos serviços e os nossos

direitos sociais sejam sacrificados ao lucro e à austeridade em nome de uma dívida

que não é a nossa.

Nós, mulheres determinadas, exigimos recursos financeiros e recrutamento

massivo nas profissões de saúde e assistênciae o fim das políticas de austeridade !


Face à crescente mercantilização e privatização da saúde e da assistência social

recusamo-nos a deixar que as empresas multinacionais do setor obtenham lucros

indecentes na saúde e concorram com os nossos serviços públicos.

Nós, mulheres emancipadas, exigimos que todas as instituições de saúde e de

assistência social sejam geridas sem fins lucrativos, porque as nossas vidas valem

mais do que os seus lucros !


Recusamos que lucros indecentes, criminosos e ilegítimos sejam obtidos com a

doença e a morte por multinacionais.

Nós mulheres insistentes exigioso levantamento de todas as patentes de

medicamentos, tratamentos e dispositivos médicos porque sabemos que a saúde é

um bem comum para toda a humanidade !


Recusamo-nos a permitir que os nossos direitos sexuais e reprodutivos sejam postos

em causa por tendências políticas autoritárias, em particular o direito ao aborto e à

contracepção !

Ao lado das mulheres em todo o mundo, exigimos o direito de controlar os nossos

corpos ! Exigimos direitos civis, sociais, económicos e políticos iguais !


A violência contra as mulheres tem aumentado no contexto da pandemia, e o

feminicídio segue fazendo vítimas. As mulheres têm sido as primeiras vítimas da

guerra e das atrocidades que a acompanham : violação, êxodo edeslocamentos

forçados.

Nós mulheres, organizadas e unidas exigimos o fim da violência contra as

mulheres ! Exigimos o fim do insano aumento dos gastos militares, que agora

chega a mais de 2000 mil milhões de dólares por ano ! Exigimos uma redução

imediata das despesas militares a favor dos nossos sistemas de saúde, bem-estar

social e proteção social.

Apelamos a todas as mulheres que trabalham nos sectores da saúde e social
que assinem, transmitam, apoiem, enriqueçam e estendam este apelo, antes,
durante e depois de 8 de Março e 7 de Abril de 2022, e que construam
coletivos “mulheres de pé” em todo o lado !

Envie suas assinaturas : appelfemmesdebout@gmail.com




Fonte: Laboursolidarity.org