Fevereiro 5, 2021
Do Agencia De Noticias Anarquistas
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“Trabalhadoras mulheres, saudáveis e com idades entre 20 e 40 anos são procuradas para um local militar”, diz o anúncio de emprego de um jornal alemão de 1944. Bons salários e alimentação gratuita, acomodação e roupas são prometidos.

O que não é mencionado é que a roupa é um uniforme da SS (polícia nazista). E que o “local militar” é o campo de concentração feminino de Ravensbrück, na Alemanha.

Hoje, os frágeis quarteis de madeira para as prisioneiras já não existem mais. Tudo o que resta é um campo rochoso assustadoramente vazio, cerca de 80 km ao norte de Berlim.

Mas ainda de pé estão oito vilas atraentes e de construção sólida, com venezianas de madeira e varandas. São uma versão nazista de 1940 dos chalés alemães medievais.

Ali moravam as guardas mulheres, algumas com os filhos. Das varandas, elas podiam ver uma floresta e um lindo lago. “Foi a época mais bonita da minha vida”, disse uma ex-guarda, décadas depois.

Mas de seus quartos também teriam visto prisioneiras e as chaminés da câmara de gás.

“Muitos visitantes que vêm ao memorial perguntam sobre essas mulheres. Não há tantas perguntas sobre os homens nesse campo”, disse Andrea Genest, diretora do museu de memória em Ravensbrück, enquanto me mostra onde as mulheres moravam. “As pessoas não gostam de pensar que as mulheres podem ser tão cruéis.”

Muitas das jovens vieram de famílias mais pobres, abandonaram a escola cedo e tiveram poucas oportunidades de carreira.

Um trabalho em um campo de concentração significava salários mais altos, acomodações confortáveis e independência financeira. “Era mais atraente do que trabalhar em uma fábrica”, diz Genest.

Muitas foram doutrinadas mais cedo nos grupos de jovens nazistas e acreditavam na ideologia de Hitler. “Elas sentiram que estavam apoiando a sociedade fazendo algo contra seus inimigos”, disse ela.

>> Para ler o texto na íntegra, clique aqui:

https://www.bbc.com/portuguese/internacional-55709166

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sussurro um ruído
(farfalhar de qualquer folha
ao pé de um ouvido)

Bith




Fonte: Noticiasanarquistas.noblogs.org