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Clipe da música “O amor pode revolucionar” do grupo de rap combativo Ktarse, produzido pelo Homo Estúdio Popular e filmado no bairro da Vila Fátima, Fundão de Suzano (SP).

Letra – “O amor pode revolucionar”

O amor pode revolucionar / Emancipar é uma verdadeira arte de amar / O amor é um sentimento de subversão / Mais o contexto histórico da escravidão

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Nos condicionou a não amar a vida / Herança cruenta do sistema colonialista / Que sequestrou, estuprou, escravizou / Que nos deixou carregados de rancor

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É foda como que para nós do gueto / Falar de amor é quase um tormento / É tanto pesadelo, é tanta frustração / É tanto veneno e ódio no coração

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Mentalidade nutrida pelo sistema / Para manter o gueto refém da violência / O racismo projetado pela classe dominante / Deturpou nosso potencial como amantes

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Nós do gueto estamos feridos / Somos um povo ferido pelo colonialismo / Pela exploração, opressão de classe / Pelo racismo mascarado na sociedade

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Que mantém as engrenagens de enriquecimento / Dos supremacista brancos avarentos / O império dos endinheirados é conquistado / Com o genocídio e sangue derramado dos de baixo

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Refrão

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O amor precisa florescer na vida dos de baixo / Dos encarcerados, periféricos, favelados / Das mulheres negras, dos homens negros / De todos e todas que sobrevivem no gueto

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A escravidão e seus métodos brutais / Deixou como herança as psicoses sociais / Conflitos de poder, estupidez e arrogância / Onde homens espancam mulheres e crianças

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Para provar sua dominação e controle / Sendo violentos igual aos opressores / Métodos que os senhores de engenho / Usavam para violentar o povo negro

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As punições cruéis, o abuso diário / A fome, o açoite, o trabalho pesado / Fez muitos afros conterem suas emoções / Para sobreviver as cruentas humilhações

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Isso se perpétua de gerações em gerações / Que ser forte é conter sentimentos e emoções / Criança que não chora quando espancada / É sinal de ser obediente e docilizada

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Essa ideologia desgraçada é o legado / Da mentalidade do senhor de escravo / Experimentar qualquer forma de consolo / É ser considerado como um fraco, tolo

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A sociedade reproduz a ideologia / Preconceituosa, homofóbica e machista / Que amar é coisa de mulherzinha e viado / Que amar diminuí sua virilidade de macho

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Refrão

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O amor precisa florescer na vida dos de baixo / Dos encarcerados, periféricos, favelados / Das mulheres negras, dos homens negros / De todos e todas que sobrevivem no gueto

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A luta pela sobrevivência é mais importante / Do que o amor entre os semelhantes / Essa herança colonialista vai embrutecendo / E gerando conflitos violentos no gueto

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A ausência de amor aprisiona corações e mentes / Quando nos amamos vivemos plenamente / Falar de amor é falar de subversão / É potencializar a luta e revolução

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Quando nos amamos, vamos além da sobrevivência / Das condições materiais imposta pelo sistema / Temos que fortalecer a afetividade / Amar é proceder, responsabilidade

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Para conhecer o amor precisamos aprender / A responder as emoções de nossa psique / Nossa saúde mental é nossa potência / Tão importante na luta contra o sistema

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Temos que ousar lutar e confrontar /As ideologias que nos impede de amar / Chega de esconder nossas feridas e dores / Chega de compactuar com a ideologia dos opressores

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Chega de reproduzir a mentalidade colonialista / É hora de assumir uma atitude crítica / Combater os condicionantes do sistema capitalista / O amor é uma arte subversiva de luta pela vida

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Refrão

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O amor precisa florescer na vida dos de baixo / Dos encarcerados, periféricos, favelados / Das mulheres negras dos homens negros / De todos e todas que sobrevivem no gueto

>> Veja o clipe aqui:

https://www.youtube.com/watch?v=Gt7QvAOkn3w&feature=youtu.be

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Broca no bambu
deixa furos de flauta.
O vento faz música.

Anibal Beça



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Fonte: Noticiasanarquistas.noblogs.org