236 visualizações


A Coordenação Anarquista Brasileira exige a soltura imediata de Paulo Galo e sua companheira Géssica, que foram presos nesta quarta-feira, dia 28, acusados ​​de participarem da ação coletiva que ateou fogo na estátua do assassino e estuprador bandeirante Borba Gato, no sábado, em São Paulo.

As prisões temporárias já são absurdas pelo fato de a “vítima” da ação ser um objeto de concreto. O episódio ganha doses de sadismo com a detenção de Géssica, companheira de Galo, com quem tem uma filha de três anos de idade. Géssica nem mesmo estava na ação, segundo seus defensores.

O fogo no Borba Gato provocou escândalo entre as classes dominantes, e não é à toa. Ele representa os bandeirantes que, a mando do governo colonial, capturaram, escravizaram, torturaram, estupraram e mataram povos indígenas e de origem africana, para estabelecer o domínio sobre os territórios e explorar os corpos e a terra. São essas figuras homenageadas pelos de cima: homens que oprimiram e exterminaram. Incendiar a estátua que representa um desses homens, dentro de um dia de mobilização, é um ato político que fala por si só.

Também repudiamos o discurso de um setor da esquerda que faz coro com Estado e Burguesia na criminalização da ação. É o mesmo setor que não vê problemas em fazer reunião com a PM para se legitimar junto à repressão, estabelecendo acordos por cima dos movimentos populares e combativos.

Enquanto nosso povo chora como vítima da Covid e sofre com a fome, a pobreza, o desemprego e o extermínio, os de cima mobilizam todo o aparato estatal por causa de uma estátua. Com o retorno às ruas do movimento popular, o Estado Policial de Ajuste se faz presente com todas suas ferramentas, o que exige às lutadoras e lutadores sociais redobrar a atenção com a segurança e autodefesa militante.

Nos solidarizamos a Géssica e Paulo Galo, e exigimos sua imediata liberdade!Que os genocidas queimem!

Coordenação Anarquista Brasileira




Fonte: Cabanarquista.org