270 visualizações



Em 28 de julho de 2021, faleceu aos 91 anos em Portland, Oregon, EUA, o anarquista Pietro Ferrua. Nascido em San Remo (Itália) era poliglota, professor emérito do Lewis Clark College, e foi um instigante estudioso das artes plásticas e do cinema.

Conhecemos Pietro Ferrua, um italiano forte de físico e nas decisões, suave e amigo presente desde nosso primeiro encontro em São Paulo, durante o evento Outros 500. Pensamento libertário internacional, realizado em 1992, no TUCA- Teatro da PUC-SP.

Pietro Ferrua contribuiu frequentemente com diversas associações anarquistas, muitas vezes expondo a sua minuciosa reflexão sobre a arte e a anarquia. O Nu-Sol publicou em parceria os volumes Arte e anarquismo e Surrrealismo e anarquismo na Coleção Escritos Anarquistas que trazem firmes e instigantes reflexões de Ferrua.

Na revista verve, fez parte do conselho editorial, desde sua instauração em 2002, e nela também publicou onze artigos e a peça teatral Iphigenia em utopia.

Ferrua foi um dos fundadores do CIRA (Centre Internationale de Recherche sur l’Anarchisme), então sediado em Genebra, em 1957, considerado um dos principais arquivos-monumento dos anarquistas, até hoje vivo e atuante. No Rio de Janeiro, em plena ditadura civil-militar criou a versão brasileira do CIRA, como Centro Brasileiro de Estudos Internacionais (1965). O arquivo principal encontra-se publicado na revista verve, organizado e apresentado por ele em três movimentos.

Ferrua teve três filhos com sua companheira de vida a musicista e compositora Diana Lobo Filho. Escreveu muitos livros, produziu peças de arte midiáticas, foi professor, tradutor e grande companhia libertária em conversações regadas a boas comidas e bebidas.




Fonte: Nu-sol.org