Fevereiro 16, 2022
Do Agencia De Noticias Anarquistas
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Ágora impressa

O século XX encontrou nas revistas a modalidade apropriada à criação, circulação e discussão de ideias e de cultura da sua época.

Os homens de letras e das artes novecentistas converteram os quinzenários e os mensários que fundaram nos órgãos dos movimentos de doutrina, sensibilidade e intervenção cívica que moldaram a história cultural e política do seu século.

Os títulos mais representativos distinguiram-se por agregarem autores reputados em torno de programas próprios, ao mesmo tempo que formaram públicos fiéis e estabeleceram os termos dos debates de opinião e de gosto.

Supor, porém, que a convergência entre a atualidade das publicações periódicas e um pensamento que se desejava comprometido com a sua circunstância se saldou por resultados efêmeros é um engano.

As revistas teceram tanto o trânsito histórico quanto acumularam um legado cultural vultuoso, pois o que releva nas páginas dos seus títulos significativos é o desígnio de unir a reflexão e a criação idôneas à vida e à comunidade, o que lhes confere um alcance simultaneamente universal e próximo.

Os muitos livros que coligiram peças literárias, ensaios, artigos e manifestações plásticas inicialmente publicados em revistas, editados e reeditados década após década, testemunham-no de forma inequívoca.

Quando as fontes são o obstáculo

As publicações periódicas que serviram de verbo consciente e retórico ao devir contemporâneo mostram-se objetos de estudo particularmente ingratos: os títulos são numerosos, as coleções das suas edições, por vezes, extensíssimas, as autorias, os conteúdos e os registros muito variados, os percursos editoriais incertos e atreitos a metamorfoses.

Entre o reconhecimento da importância das revistas como fontes primordiais da história cultural e política do século XX e a abordagem metódica do seu teor ergue-se um dos obstáculos epistemológicos maiores da historiografia contemporânea.

Se a reedição singela destes periódicos confirma a atenção que justificadamente têm granjeado, o mérito de tornar as suas coleções acessíveis só responde a uma parte, a seu modo preliminar, do problema que, em si mesmos, encerram.

>> Para ler o texto na íntegra, clique aqui:

http://ric.slhi.pt/agora_impressa

agência de notícias anarquistas-ana

um gato perdido
olha pela janela
da casa vazia

Jeanette Stace



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Fonte: Noticiasanarquistas.noblogs.org