Março 11, 2021
Do Jornal Mapa
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[Actualização]

Actualização de 8 de Março

No dia 8 de Março, Timisoara, na Roménia, entrou em quarentena por um período de duas semanas. Devido a esta medida, as autoridades locais fizeram rusgas na cidade em busca de migrantes e refugiados, muitos deles vivendo nas ruas ou em prédios abandonados. Após esta intervenção, foram enviados à força para os «centros de acolhimento» das cidades onde foram registados ao entrar no país ou para centros existentes em Timisoara, de forma a serem colocados em quarentena.

Uma operação que, na verdade, parece preocupar-se mais em ter uma justificação para a detenção de «indesejáveis» do que para a sua protecção. De facto, como se pode ver pelas fotos em baixo, esses centros não são minimamente adequados para alojamento. Para além disso, num só quarto são colocadas em quarentena cerca de 17-20 pessoas, com acesso a uma casa de banho e a uma cozinha comuns. Além disso, à boa moda prisional, os seus movimentos são constantemente monitorados por câmaras de CCTV!

Os movimentos solidários exigem às autoridades locais e nacionais que garantam com urgência os direitos humanos fundamentais destas pessoas. Apelam ainda às autoridades locais e nacionais que iniciem negociações com a União Europeia para criar um corredor legal para que os migrantes e os refugiados possam chegar ao país de destino desejado.

Fotografias de Organização Comunitária Dreptul la Oraș

Anteontem, 02/02/2021, um grupo de voluntários distribuiu roupas e calçado de inverno, biscoitos, doces, chá quente, preparou comida e prestou primeiros socorros médicos aos refugiados de Timișoara.

 

Podem ser feitas doações para a seguinte conta:

Associação LOGS – Grupo de Iniciativas Sociais IBAN: RO91BTRLEURCRT0563441601 (EUR)

Banco: Banca Transilvania


Num contexto de pandemia, vários refugiados sem trabalho ou habitação ocuparam uma casa na cidade de Timisoara, na Roménia.

Anteontem [31 de Janeiro], a polícia tirou todas as pessoas e levou-as para a central rodoviária dizendo que tinham de comprar bilhete e voltar aos centros (espalhados pelo país) onde estão registadas, pois não são livres para circular.

Mas estas pessoas têm sobrevivido com o apoio alimentar de alguns populares e estão sem dinheiro. Ou seja, mesmo que quisessem, não poderiam sequer pagar os transportes!

A polícia acabou por se ir embora e os refugiados voltaram à casa ocupada. 

Solidariedade e habitação para todxs!


Foto-reportagem de  Tania Strizu [fb.com/TaniaStrizuPhotography]




Fonte: Jornalmapa.pt