418 visualizações


Este 15 de maio marca 73 anos da Nakba, quando milhares de palestinos foram expulsos de seus lares pelas forças sionistas, dando origem ao Estado de Israel e a um processo de limpeza étnica que dura até hoje. Esses crimes ganharam um novo capítulo há uma semana, quando judeus atacaram o entorno da mesquita da Al-Aqsa, considerada o terceiro local mais sagrado do Islã, nos últimos dias do Ramadã, mês sagrado dos muçulmanos. Trezentas pessoas ficaram feridas.

Ao ataque se somam bombardeios de Israel sobre a Faixa da Gaza, e o despejo de famílias palestinas do bairro Sheikh Jarrah, em Jerusalém Oriental. No total, os ataques mataram mais de 100 palestinos nos últimos dias, incluindo crianças.

Devemos denunciar que a situação de conflito é obra do governo de extrema-direita de Netanyahu, que recusa qualquer tipo de negociação com os palestinos que não leve em conta a submissão e a continuidade do apartheid social que dura décadas.

A mídia hegemônica ocidental e os apoiadores do estado sionista de Israel têm construido uma narrativa de que foi um ataque dos palestinos a Jerusalém, legitimando as violências de Israel ao povo palestino, enquanto mantém a política de segregação.

A luta palestina é constante, e seu mais recente episódio não é de longe um acirramento do conflito, mas parte do projeto de apartheid social implementado pelo Estado de Israel, que visa promover o genocídio dos palestinos, com o despejo de milhares de pessoas de suas casas, conquistar cada vez mais áreas, e seguir com a política de não-retorno do povo palestino exilado.

Reforçamos nossa defesa do povo palestino e seu direito à autodeterminação! Que a luta seja firme até o fim!

VIVA A LUTA PALESTINA QUE SEGUE VIVA!
PELO DIREITO À AUTODETERMINAÇÃO! PALESTINA LIVRE!

Coordenação Anarquista Brasileira




Fonte: Cabanarquista.org