Fevereiro 15, 2022
Do Reporter Popular
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Por Repórter Popular – Sul Fluminense (RJ)

Na manhã desta terça-feira (15/02), famílias do assentamento Irmã Dorothy, do MST, ocuparam a prefeitura de Quatis (sul fluminense), exigindo que sejam cumpridos os direitos que quem vive na terra e produz alimentos saudáveis para o povo. A ação foi organizada pelas famílias do assentamento juntamente com apoiadores locais, o MPA (Movimento dos Pequenos Agricultores) e professores.

Foram várias reuniões, com mais de uma gestão do poder público, além de entrega de documentos, mas as promessas e demandas das famílias seguem sem serem cumpridas. Uma pauta crítica é a infraestrutura da estrada de acesso para o assentamento. O que está diretamente relacionado a outros direitos, como por exemplo impede que as famílias possam acessar o serviço de saúde pública quando necessitam, pois os veículos da saúde não vão até o assentamento, mas falam para os moradores andem mais de 2 quilômetros na lama até a estrada principal. Além disso, o ano letivo se iniciou e várias crianças especiais que vivem nos núcleos de famílias do assentamento são privadas de acesso à educação. O escoamento da produção do assentamento também é afetado, principalmente quando chove e as condições da estrada ficam ainda piores, impedindo o transporte e prejudicando economicamente as assentadas e assentados e os coletivos de produção que organizam.

São 15 anos de luta pela Reforma Agrária Popular e pelo direito de viver e produzir alimentos na terra, resistindo aos ataques da superintendência do INCRA RJ que não reconhece as famílias que vivem legitimamente no assentamento. E essa demora do Incra tem impacto direto no acesso do assentamento à direitos básicos como saúde, educação do campo, infraestrutura e políticas públicas para a produção e outras atividades importantes pra a vida no campo.

As demandas das assentadas e assentados do Irmã Dorothy precisam ser cumpridas, não basta a prefeitura fazer promessas e dar prazos de quinze dias sendo que nada seja encaminhado. Por isso essa audiência foi exigida com a ocupação da prefeitura.

Porém, até o fechamento desta notícia as famílias foram recebidas por um secretário que disse não responder pela pasta, e outro apareceu dizendo que faria uma reunião na quinta. No entanto a ocupação permanecerá até que algum responsável do poder público receba as famílias.

Quem alimenta o Brasil exige respeito. Terra para quem nela vive e trabalha, e produz alimentos saudáveis para o povo! Lutar, construir Reforma Agrária Popular!




Fonte: Reporterpopular.com.br