Outubro 31, 2020
Do Passa Palavra
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Por Alberto e Robson

Março de 2018

Alberto
1.

Camarada,

Não sei se você sabe, mas fui aprovado no concurso para ensinar na universidade!

A disciplina que vou trabalhar só irá começar de fato no começo de abril por questões burocráticas. Mas já na quinta vou me apresentar para a turma e dar alguma noção do que será o curso. Será uma disciplina externa de História Moderna e Contemporânea para calouros de outro curso. Eu lecionarei duas vezes a mesma disciplina em dois dias para duas turmas.

Como o curso tem esse arco cronológico imenso, eu tenho alguma responsabilidade em ter de abordar alguns temas clássicos (transição feudo-capitalista, revoluções, guerras, etc), mas também grande liberdade para aprofundar no que eu achar mais conveniente… e sobretudo nessa segunda eu gostaria de seu auxílio. Teria alguma sugestão bibliográfica que considere interessante para um curso dessa natureza? Estou pedindo sugestões para várias pessoas, porque quero fazer um curso bem interessante.

Robson
2.

Camarada,

Sua história me empolgou, então eu fiz o que pude: peguei alguns esquemas de aulas que uso nas disciplinas que ministro, ajustei num programa de aulas (geralmente uso como norte) e fiz um esqueminha de curso para a disciplina que você vai dar. Segue em anexo.

Tentei ao máximo agrupar a história moderna e contemporânea numa perspectiva global, a partir de dinâmicas globais ou globalizantes, evitando centrar neste ou naquele país ou região, à velha moda hegeliana, e evitando igualmente centrar neste ou naquele indivíduo, à moda carlyleana. Justamente a hegemonia destas duas concepções da História por muitas décadas impôs à historiografia temas, métodos e estilos de redação impositivos daquilo a que me oponho, dificultando sobremaneira a construção de uma visão de totalidade, descentralizada, capaz de apreender a história mundial em suas múltiplas determinações sem deixar passar qualquer detalhe importante dos processos históricos continentais, regionais, nacionais ou subnacionais. Especialmente em sua vertente realista, a literatura tem muito a oferecer à História, especialmente quando as obras literárias tematizam contextos sociais e históricos experienciados pelo(s) seu(s) autor(es), quando estes últimos têm a capacidade de observação social minuciosa, como Balzac ou Tolstói — daí que os dois, assim como Dostoiévski e Stendhal, volta e meia apareçam na bibliografia — e quando as obras são tomadas como fontes não pelo enredo ou seus personagens, mas pela tessitura social que expressam (ex,: as relações entre classes sociais e as descrições paisagísticas na obra de Balzac, a minudente exposição da vida cortesã e militar na obra de Tolstói etc.). De igual maneira, nas raras ocasiões em que ficaram registros históricos escritos do punho dos próprios agentes, em especial quando tais registros são tentativas de “escrever História” (ou seja, de enquadrar sua própria ação num contexto social e histórico, de interpretar os fatos em que esteve envolvido à luz deste contexto etc. — exs.: Ibn Khaldun, Michelet, Marx, Trótski, Luxemburg, Nkrumah), tais registros foram incluídos não como simples fonte documental, mas como historiografia.

Repare numa coisa. Hoje dou aulas em universidade, mas o que me formou, mesmo, foi atuar por muitos anos na formação política junto a movimentos sociais. A forma de abordar a aprendizagem é bem diferente. Lidei muitos anos com trabalhadores rurais, gente de escolaridade baixa, sem este treinamento físico torturante de sentar por horas a fio ouvindo uma pessoa falar de coisas abstratas, mas sempre muito curiosa em aprender o que fizesse avançar a luta ou tirar uma grana extra. Como era necessário manter as pessoas de algum modo fisicamente ativas e intelectualmente envolvidas durante os cursos, a maior parte da metodologia da educação popular, além de centrar no diálogo entre camaradas e na leitura crítica da realidade, usa (e às vezes abusa) de dinâmicas que implicam algum tipo de fisicalidade e epifania: de uma brincadeira, sai uma reflexão, que dá o pontapé inicial para um diálogo. Ou, noutro método, grupos de discussão fazem debates mais restritos, e depois compartilham com um grupo maior.

A educação popular é composta por muitas técnicas interessantes, pouco estudadas por quem vai ensinar nas universidades. Ela pressupõe estudantes ativos, inquiridores, curiosos, ávidos por conhecimento. Na verdade, em tese, ela pretende estimular estas características em pessoas que, de outro modo, seriam condenadas à ignorância sobre o que as cerca e as faz sujeitas a toda forma de exploração e opressão. Pretende identificar estudantes e professores como partes da mesma classe trabalhadora, para que juntos construam saídas coletivas para sua situação. (Nem sempre funciona, mas é o espírito da coisa.) Pretendi, sempre, levar este espirito para meu trabalho como professor universitário, mas muito cedo percebi que os constrangimentos a um tipo de educação emancipadora nestes moldes fazem com que dificilmente este espírito a que me refiro encontre seu lugar no ensino universitário. A faculdade, a universidade, é hoje vista pelo trabalhador-estudante apenas como um obstáculo entre si e o diploma universitário que lhe abrirá as portas para um desemprego mais qualificado, para um subemprego de luxo ou para um trabalho de merda — ganhando mais que antes do diploma, mas ainda assim um trabalho de merda. Acho este o problema central. Para tantos, o diploma é um sonho pessoal e coletivo, porque trata-se — peguei turmas inteiras com o perfil a seguir — da primeira pessoa na família a ter um diploma; a realidade mostra-se, depois, infensa às euforias.

O resultado desta situação é sempre a apatia, o desinteresse. Na verdade, e sobretudo, o pragmatismo: o trabalhador-estudante esforça-se para aprender o que o destacará frente a outros no “mercado de trabalho”, e mais nada. Entre tantas coisas no trabalho de docência universitária em faculdades e universidades públicas e particulares (sempre substituto, sempre de “bico”, mas, como sabe, depois do mestrado a situação melhorou), este papel passivo dos estudantes na sala de aula sempre me incomodou.

Resgatando meus tempos de estudante, sempre me interessaram disciplinas em que os professores recorriam aos seminários, ou seja, à divisão da sala em grupos, cada qual responsável por pesquisar um tema para posterior apresentação e debate com a turma. No tempo da faculdade, meus colegas diziam que esta forma de ensinar era coisa de “professor preguiçoso”, porque assim ele jogava o trabalho para os alunos e ficava só olhando. Sim, realmente tive professores assim, mas tive também outros que fizeram debates muito produtivos, para mim e para as turmas em que estudei. Esta mudança de papel, de um “estudante-ouvinte” para um estudante ativo, de certo modo pesquisador, me marcaram muito, e preferi esta metodologia em todas as turmas em que ensinei.

Com um público mais amplo e diversificado, como o que encontramos nas universidades, costumo basear a construção da metodologia de ensino num conhecimento mais preciso acerca da turma, construído com base na aplicação de um questionário anônimo, rápido de marcar, com as seguintes questões, caso se apliquem à cidade em questão: idade; bairro onde mora; renda média da família; profissão dos pais; se trabalha, se estagia ou se só estuda; se veio de escola pública ou particular; se lê jornais; se assiste a noticiários na TV; se se informa via sites ou redes sociais; quantos livros lê por ano; temas preferidos de leitura; quantas vezes vai ao cinema por ano; quantas vezes vai ao teatro por ano; quantas vezes vai a museus por ano; quantos shows assiste por ano; se assiste filmes em casa (TV por assinatura, Netflix, YouTube etc.); qual sua forma preferida de lazer. Para um público mais amplo, em especial quando se trata de trabalhadores sobrecarregados por jornadas de trabalho excessivas somadas ao tempo de sala de aula e estudo doméstico, costumo adaptar a metodologia, coloco-me sempre à disposição para tirar dúvidas, tiro algum momento para sanar deficiências do ensino fundamental e médio. É duro, mas isto para mim é um imperativo moral.

Sigo nisto uma observação metodológica de Rosa Luxemburg, também ela educadora, para quem não adianta a sobrecarga do trabalhador menos instruído com tempo de sala de aula ou com cargas excessivas de estudo extraclasse, pois o resultado invariável é a baixíssima apreensão de conteúdo; cabe nestes casos ao educador nas escolas de formação de trabalhadores — no caso dela tratava-se de escolas do partido, mas como hoje as universidades servem para formar trabalhadores aplica-se o comentário de modo semelhante — agir como um mediador entre os problemas particulares destes trabalhadores em formação e os problemas mais gerais postos pelo conhecimento teórico ou histórico, não somente conseguindo construir com eles sínteses adequadas, capazes de descrever corretamente as linhas de tendência dos fatos históricos, como também de provocar-lhes a curiosidade e indicar-lhes as fontes e onde encontrá-las.

Enfim, já escrevi até demais. Claro que a bibliografia e o roteiro que apresentei são complementos ao que você certamente já tem, e que é você o professor da disciplina, e não eu, mas não resisti a compartilhar o que eu mesmo faria caso fosse eu o professor.

Espero que isto te sirva. Se não servir, jogue fora.

Abril de 2018

Alberto
1.

Camarada!

Eu esperava que no máximo enviasse uma lista com uns 6 ou 7 livros e você me envia um programa completo e detalhado de uma disciplina de tirar o fôlego! Estou pasmo, chocado e sem saber muito como vou lidar com tudo isso. No domingo pela manhã eu bati o olho no documento e não acreditei, estou refletindo sobre ele até agora. Me fez pensar no que eu pretendo com essa disciplina, como se passou a minha formação, como é minha visão sobre o que é versus o que deveria ser o ensino superior.

Esse material me deixou extremamente inquieto e não só pelo trabalho, mas por toda essa inquietação, te agradeço.

Robson
2.

Camarada,

Agradeço pelo elogio, mas não posso opinar sobre o que foi sua formação, sobre o que você pretende com a disciplina, sobre o que é sua visão a respeito do ensino superior, ou sobre sua visão acerca do que ele deveria ser. Só posso ser grato pela oportunidade de juntar a bibliografia num todo coerente.

O que posso dizer é do que vejo e do que sei. Foi-se o tempo do “professô dotô”. Acabou-se a “liberdade de cátedra”. Morreu o “bacharelismo”. A universidade hoje é uma instituição que emprega trabalhadores para qualificar a força de trabalho de trabalhadores por meio da educação, em condições quase sempre precárias. Por parte dos trabalhadores-professores: ameaças constantes de demissão, substituição da “liberdade de cátedra” pelo fordismo/taylorismo pedagógicos, centralização e predeterminação do conteúdo (resumindo-se o docente a um papel meramente executivo), necessidade de atender às expectativas dos trabalhadores-estudantes devidamente manipuladas pelo marketing (a vasta maioria ainda estuda em instituições privadas de ensino superior)… Por parte dos trabalhadores-estudantes: exíguo tempo para estudo, formação básica precária, baixo acesso a livrarias ou bibliotecas (mesmo as bibliotecas universitárias, salvo as exceções representadas pelas universidades públicas mais antigas, são paupérrimas), necessidade de acesso o mais rápido possível a um diploma para vender sua força de trabalho num trabalho mais complexo e mais bem remunerado (e portanto a universidade é nada mais que um obstáculo entre ele e o diploma) etc., etc., etc. Tudo isto não são hipóteses, são constatações embasadas no que já vi, vivi e ouvi acerca do assunto.

Num tal contexto, a meu ver, a única forma adequada de tratar do assunto é explicitar todos os termos do problema de imediato junto à turma, e pautar a relação educativa num processo consciente de superação destes obstáculos. 0,5% da turma topará a aventura. Estes poucos merecem, a meu ver, atenção extraclasse. Formam-se com estes últimos, portanto, relações que ultrapassam a sala de aula, e podem estender-se inclusive para além do tempo de universidade.

Note, ainda, que na bibliografia não tem só gente “de esquerda”. Não incluí mais liberais, conservadores e reacionários porque o mercado editorial brasileiro costuma publicar o que as universidades demandam, e como os meios universitários foram por longo tempo hegemonizados pela esquerda, pouco foi traduzido no Brasil, por exemplo, de Leo Strauss, de Eric Voegelin, de Thomas Carlyle, de Michelet etc. Muito recentemente, com a nova onda liberal, surgiram algumas coisas de Orlando Figes e Richard Pipes, mas não me agrada neles nem a eleição de objetos, nem o método, nem o enviesamento de fontes; são falsificadores da História, filhos da Guerra Fria, muito mais que liberais. Um Isaiah Berlin, por exemplo, é um liberal muito honesto, muito sincero, com quem vale a pena “dialogar” por meio de livros, tal como um Max Weber, um Barrington Moore Jr., um Alexis de Tocqueville e um Thomas Piketty. “Diálogo” não significa concórdia; significa que são interlocutores interessantes, que evidenciam aspectos importantes daquilo com que não concordamos.

E não esqueça: na dúvida, jogue tudo fora e comece de novo.

Alberto
3.

Caro,

Desculpe a demora em responder, mas estas últimas semanas foram bastante atribuladas. Acredita que nesse meio tempo fui convocado para assumir um concurso na prefeitura de uma cidade vizinha, de que já não tinha expectativa alguma? Daí é aquela correria com intermináveis exames, juntada de documentos, etc. Um outro médico maluco ainda fez um laudo dizendo que eu estaria perdendo a visão por um glaucoma… procurei outro especialista que em princípio descartou essa possibilidade, pelo menos para o laudo do concurso… meus pais ainda vieram fazer a primeira visita desde quando fui morar fora de casa… tudo isso consumiu muito do meu tempo, depois vou precisar checar esse negócio do olho com mais calma, mas está valendo.

Agora da situação de um bico (tutor bolsista de EaD) passo a ter três empregos. Passado o momento inicial de atribulação acho que organizando tudo direitinho vai ser excelente.

Mas para você ter uma noção: minha formação foi basicamente a de aulas expositivas (intermináveis) que em 90% dos casos não passavam da releitura comentada dos textos propostos. As aulas seguiam o esquema de 1 aula = 1 texto, que na maioria absoluta dos casos sempre teve o único e exclusivo objetivo de sustentar a perspectiva dos professores sobre determinado assunto (algo que em si não me parece problema quando há espaço para outras apreensões, o que não era o caso e sempre acontecia uma mutilação enorme dos textos). Ou seja, meus professores ainda eram “dotores” que viviam em um imaginado olimpo acadêmico.

Em comparação aos meus colegas fui um cara aplicado, li quase tudo das várias disciplinas que tive (e por isso enchi o saco dos professores na medida do possível)… mas sem dúvidas tudo de mais interessante que conheci não veio dessas aulas. Na verdade em meu íntimo nutro certo desprezo por aulas (pensadas todas nesse modelo) e sempre prefiro que me indiquem logo a bibliografia e parem de falar, porque as aulas sempre deixam em mim uma sensação de enorme tempo perdido.

Por entender isso embora em meu íntimo eu critique os meus colegas de graduação pela forma acomodada como levaram seus respectivos cursos, também acho possível entender os que leram poucos ou nenhum livro leram durante toda a graduação (estamos falando de uma universidade pública) já o esquema proposto não exigia isso deles, sendo sempre possível conhecer o essencial dos textos sem nunca tê-los visto (e o curso não exigia deles nada além disso). Ou seja, cursos que enterram a curiosidade ao invés de estimulá-la, e pouquíssimos foram os professores que fizeram algo em sentido contrário.

Eu tenho acordo com toda sua avaliação sobre o ensino superior, e essas coisas são muito claras para os olhos de quem quer ver. A questão para mim é que concordar com a crítica não significa ter noção de como fazer um contraponto. Eu nunca tinha visto nada parecido com o que propôs, por isso essa coisa toda me colocou para pensar, precisamente porque em muitos pontos me pareceu uma consequência lógica da avaliação sobre a atual fase do ensino superior. Meus limites é que não me permitiram conceber algo assim e por isso mais uma vez te agradeço.

De imediato meus desafios pessoais são: mesmo que só 0,5% adira ao proposto pelo curso, os demais têm de ter um engajamento mínimo, senão a proposta é impossível de executar; meu conhecimento é menos que parcial de toda bibliografia (1/3 ou talvez menos de leitura efetiva, alguns outros de ouvir falar); o que implica em ler e estudar bastante (o que não é um problema, pelo contrário, mas é um desafio ofertar um curso em que também vai aprender ao mesmo tempo); além de encontrar toda essa bibliografia (estou checando nas bibliotecas para ver se encontro tudo, já que com os Correios em greve não dá para contar com sebos virtuais).

No mais, eu cheguei a mostrar o programa que propôs para um amigo que é aluno do último ano da graduação em história, que é interessado mas sofre de todos os problemas da condição de trabalhador-estudante (pobre, preto, periférico, faz bicos para ir se sustentando e é militante de um movimento social)… ele mostrou muito entusiasmo com a arquitetura da proposta, mas ficou muito reticente com a quantidade de leitura que seria necessária para levar o curso… talvez eu vá precisar adaptar algo nesse sentido, mas vamos ver o que vai sair do questionário.

E não, não vou jogar nada fora. Meu desejo é fazer tudo do jeito que está, no máximo adaptando algo. Obrigado pela ajuda e pelo diálogo, ambos extremamente estimulantes.

Julho de 2018

Alberto
1.

Camarada, como está?

Veja só, eu não esqueci que estou devendo um relato de como as coisas correram, mas não tenho encontrado condições de escrever este texto. Só hoje terminei as infindáveis pequenas tarefas que envolvem os meus empregos e amanhã cedo parto para o interior, onde pretendo viver algum tempo completamente desconectado do computador. Preciso desse tempo.

Mas posso te adiantar que a coisa foi intensa. Para os estudantes foi algo sem precedentes, e igualmente para mim. Muitas avaliações, muitas apresentações, muito conteúdo… em certo momento a turma solicitou a redução do ritmo porque eles não estavam conseguindo acompanhar (e eu mesmo já estava no limite de conseguir tocar daquele modo). Foram disciplinas que começaram atrasadas (em função de questões burocráticas da universidade) e que por isso tivemos que ir ao máximo permitido pelo calendário acadêmico (nas últimas três semanas a universidade estava completamente desértica, só nossa turma lá seguindo firme até as 22h).

Não cobrei presenças e mesmo assim aproximadamente metade da turma (de 60 pessoas) seguiu tudo até o fim. Enfim… teria muitas nuances a mais para relatar, mas farei isso com mais calma depois.

Outubro de 2019

Robson
1.

Camarada,

Desde que você se mudou para outro Estado — esta vida como “nômades de concurso” ainda vai acabar nos matando — ainda aguardo que você me conte se aquele “programa” que te passei deu certo. O trabalho foi todo seu, mas confesso ter curiosidade para saber se a proposta deu certo.

Mas lembre-se: quando puder. Como você se mudou recentemente, sua vida deve estar uma zona. Estabeleça-se, e depois seguimos.

(Continua na parte 2)




Fonte: Passapalavra.info