Novembro 1, 2020
Do Passa Palavra
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Por Alberto e Robson

(Leia a parte 1 antes de prosseguir)

Outubro de 2019

Alberto
2.

Caro,

O que te narro aqui é seguramente a experiência profissional mais importante que tive e certamente uma das mais densas que tive na vida.

Naquela universidade para onde fui contratado como substituto eu ofertei quatro disciplinas. Duas foram no primeiro semestre: História Moderna e Contemporânea para alunos do primeiro semestre de outros cursos. Duas foram no segundo semestre: uma disciplina de História Contemporânea I para alunos dos sexto e sétimo períodos de História e outra disciplina para alunos de outro curso.

Em princípio teria de me dedicar quase que exclusivamente às aulas na universidade, com carga horária de 20h semanais e mais 10h em uma tutoria à distância na graduação EAD em História. Ocorre que em meados de março fui convocado para um concurso em outra cidade, prova que havia prestado no longínquo início de 2015. Por isso nessa carga somaram-se mais 16 horas — fora, em média, 2h30min de deslocamento diário de carro, já que de transporte público esse tempo passaria das 4 horas.

Usando da lei orgânica do funcionalismo público consegui adiar até o início de maio para assumir na outra cidade, o que me deixou com tempo confortável para iniciar os trabalhos na universidade. Porém, já no segundo semestre entrei numa espiral de desgaste, que somados às características das próprias turmas fez com que o desempenho geral das aulas caísse bastante e fossem quase indignas de nota por aqui. Na turma de História, embora fosse perceptível o interesse pelo conteúdo e pela forma de abordagem, no geral eram um pouco displicentes e meio apáticos com relação ao empenho no curso. As melhores aulas que tive ali sempre decorreram de temas que fizeram link com o debate conjuntural das eleições. As eleições mobilizaram e tiraram vários alunos de várias aulas, já que a universidade como instituição foi e é foco do ataque dos bolsonaristas locais e por isso ocorreu uma série de reuniões e manifestações no preciso horário das nossas aulas. Sempre que soube com antecedência, e após avaliação da importância e dimensão das atividades, cancelei as aulas — mas preocupado também com o limite disto, tendo em vista a necessidade de cumprimento da carga horária da disciplina.

Refletindo sobre este desinteresse, somo a isto o fato de muitos àquela altura do curso já terem interesses de pesquisa muito bem consolidados (muitos já em fase avançada de redação do TCC). Tudo isto limitou os interessados a efetivamente umas 6 ou 7 pessoas (de 40 matriculados), com alguns dos quais mantive trocas de e-mails, pois estavam interessados em se aprofundar mais no marxismo das relações sociais de produção e das lutas sociais. Um chegou a insinuar interesse em orientação (impossível tanto por ser substituto por prazo determinado, como por conta da minha mudança para outro Estado, onde hoje estou).

A última disciplina a que me referi, por outro lado, foi um horror completo do começo ao fim. Logo no primeiro dia, de apresentação do plano da disciplina, surgiu uma fulana, que depois vim saber que não estava sequer matriculada, que logo após eu começar a explicar como achava que poderia ser o curso e quais textos abordados começou com a ladainha de que dialogar com teoria marxista seria um anacronismo, que Marx era ultrapassado e aquele blá blá blá velho de sempre. Tentei argumentar, sem sucesso, que a maneira pela qual leríamos aquilo seria diferente, mas após um tempo soltei uma ironia para ver se calava a moça e daí a coisa virou merda mesmo. Ela lançou mão do lugar de fala, começou a me acusar de macho que tentava silenciá-la e a coisa seguiu o roteiro todo do identitarismo de guerra. Com algum trabalho e denunciando a interdição da aula consegui contornar no momento, mas a conclusão é que apesar dessa fulana nunca mais ter aparecido criou um clima de hostilidade que dividiu a turma por todo o semestre. Formou-se um núcleo de hostis identificados com o identitarismo que fazia com que ficássemos por vezes em círculos, já que eles não liam os textos, chegavam atrasados e falavam sobre temas e assuntos que já havíamos debatido mas sem respeito algum ao acúmulo das aulas. Aquela postura de ter a certeza de estar certo e não se dignar sequer a ouvir o que há de divergente para debater foi persistente até o final…

Foi bem desgastante, a forma como tudo ocorreu me trouxe ainda muitos pensamentos desanimadores sobre o meu real desejo de lecionar para pessoas assim (e como elas são muitas!), de como o meio acadêmico é especialmente permissivo para o florescimento desse tipo de fenômeno, de como, enquanto militantes, poderíamos prevenir desde o início que as formas de engajamento impliquem em posturas como estas, enfim… Apesar disso, de 50 alunos, outros 6 ou 7 seguiram atentos na disciplina e fizemos o que tínhamos de fazer, embora sem brilho.

Prazerosas e desafiadoras foram as disciplinas do primeiro semestre. O fato de serem alunos iniciando a carreira acadêmica fazia com que tivéssemos benefícios e dificuldades próprias, pois por iniciarem naquele momento não tinham adquirido os vícios de comportamento dos mais antigos (apatia e malandragem), mas também não tinham disciplina de estudo e autonomia intelectual (o que ocasionou muitos problemas e debates, mas também foi onde basicamente tivemos os maiores êxitos).

As turmas tinham uma composição parecida e falo aqui o que lembro de cabeça e em valores aproximados, pois não fiz anotações sobre o resultado dos questionários. As turmas tinham 60 alunos, uns 2 ou 3 faziam segunda graduação; outros 2 com mais de 50 anos; 80% de moradores da cidade e de municípios vizinhos; alguns poucos vindos da capital de outro Estado, e também do interior dele; e somente uma aluna vinda de outra região exclusivamente para fazer faculdade; 60% da turma entre negros e pardos; 70% com renda média familiar de 2 a 3 salários; uns 25% trabalhando (sem estagiários); 80% egresso de escolas públicas, sendo destes 40% de escolas federais. No geral eram leitores de baixa intensidade (algumas exceções que liam bastante), preferindo jornais (mesmo que online, de papel ninguém); lendo pouco mais de 1 ou 2 livros por ano; quase não indo a cinema, teatros ou museus (menos de uma vez por ano); indo a 2 shows por ano; vendo muitos filmes por Youtube ou Netflix e tendo como lazer principal o ócio familiar, por vezes a praia e só. Aqui é digno de nota a visão crítica que no geral nutriam sobre as notícias vindas de redes sociais: o debate sobre fake news já estava bem sedimentado entre eles. Enfim, pessoal vindo da classe trabalhadora com grandes dificuldades financeiras para pegar ônibus diariamente e chegar até a faculdade. Não havia ainda passe estudantil para universitários na cidade. Não fosse o restaurante universitário com preços congelados há muitos anos, muitos ali não teriam como se alimentar adequadamente, já que as disciplinas se espalham com horários de manhã, tarde e noite (mais de uma opção de professor por matéria). Como no mínimo todos tinham celulares e liam sistematicamente por ele, conversamos e optei por disponibilizar toda a disciplina online em um drive virtual para que ninguém tivesse de gastar dinheiro com xerox (0,15 centavos a página lá na universidade). Os livros que não encontrei em pdf, acabei escaneando alguns capítulos.

Dividi a disciplina mais ou menos dentro daquele grande esquema que você sugeriu de bibliografia, uma primeira parte de Métodos e Preliminares, seguida por História Moderna e posteriormente por História Contemporânea. Também tentei aplicar o esquema dos grupos e apresentações, mas tive de fazer ajustes.

A primeira parte teve 5 aulas, a segunda 7 e a terceira 5. Essas “aulas” não necessariamente corresponderam ao tempo de hora/aula, principalmente as primeiras extrapolaram muito esse enquadramento. A avaliação consistia na nota da apresentação dos textos somada a uma prova escrita feita ao final de cada parte. Na avaliação das apresentações considerei mais o empenho em fazer a apresentação do que a exatidão da exposição dos argumentos dos autores. Na prova escrita, como momento de formalização do que apreenderam, apertei um pouco mais sobre a correção, embora ainda considerando muito mais o esforço.

Em princípio optei por deixá-los fazer a apresentação e no correr da discussão ir fazendo intervenções para esclarecer o que se discutia. Muitos debates surgiram, a coisa seguiu em geral um espírito vivo. Mas rapidamente notei uma disparidade na capacidade de interpretação de texto entre os alunos de escolas particulares e da rede pública federal e os demais. Sobretudo os alunos da rede pública federal já vinham com a prática de fazer exposições públicas e ler trechos de obras acadêmicas, o que os tornava muito mais sagazes que os demais.

Sendo assim, na primeira parte tive de fazer aulas de revisão e síntese para equalizar o que havíamos discutido com todos e nas partes seguintes optei em todas as aulas por fazer uma apresentação dos autores, seus argumentos centrais, etc., para só depois eles fazerem a apresentação. Isso obviamente dirigia as atenções, o que era uma perda, mas sem isso corríamos o risco do limbo total. Só que mais no final da disciplina fui “soltando” um pouco mais as apresentações na medida em que eles iam se apropriando do modelo teórico e metodológico ao desenvolverem melhor a capacidade de leitura dos argumentos dos autores. Houve um salto muito expressivo nesse ponto, até a expressão corporal deles mudou.

Sobre o esquema de vários grupos com pouco tempo para apresentação, isto se mostrou inviável porque eles simplesmente não conseguiam respeitar o tempo, e uma aula que deveria ser feita em um dia por vezes chegou a ser feita em três, o que comprometeu o cronograma. Assim, optamos por ler menos obras por aula (em média 3 textos) e fazer uma discussão maior de pormenores. Esta foi uma mudança que empobreceu o curso, mas se adaptou melhor ao que era possível para o público.

Dessas disciplinas eu tive quatro reprovados em uma e cinco em outra, todos por falta (ou seja, abandono do curso). Os demais, todos foram aprovados, não porque fui bonzinho ou nada disso, mas porque se entregaram mesmo. No começo eles se sentiram muito perdidos, tivemos muitas discussões de relação onde eu buscava convencê-los do que estávamos fazendo e o que esperávamos de desenvolvimento intelectual deles. Foram quatro meses intensos, de diálogos que não terminavam ao final da aula (depois que outras aulas começaram e meu tempo raleou, não foram poucas as vezes em que tive de encerrar os papos para ir para casa descansar para o próximo dia).

Apesar disso, de engajamento em militância, os que já estavam organizados em agrupamentos perceberam a crítica e absorveram pontos, mas isso não implicou em aproximação, e outros que desejaram saber mais, requisitaram outros textos, mas não deram maiores retornos. Somente um deles que era militante do PCB me procurou e trocamos mensagens por um tempo até eu me mudar. No fim virei aquele professor que todos viam e faziam questão de dar tchauzinho, ficou até engraçado com as outras turmas que ou me odiavam ou me tratavam de forma um pouco indiferente.

Minha avaliação final sobre tudo é que tudo depende de convencer os alunos que serem protagonistas das aulas é um caminho para um intenso aprendizado em tempo concentrado. Apesar disso existe um peso da inércia em seguir o caminho institucional da tutela professoral, algo que simplesmente pode tornar impossível o funcionamento de esquemas como esse de “aulas invertidas”. Não sei, por exemplo, se em uma instituição particular de ensino onde a relação de cliente é mais estimulada a coisa dê fruto. De toda forma não foi perfeito, o resultado do primeiro semestre quando eu tive mais tempo foi muito melhor do que o do segundo semestre, mas certamente, respondendo tua pergunta, definitivamente não foi tudo decepção.

Na verdade, como te falei, foi bem intenso e mesmo tendo toda disponibilidade de tempo não sei quanto tempo aguentaria nesse ritmo. Mas, apesar de tudo, foi algo que gostei de fazer e vivenciar. Acho que falei do que aconteceu de mais importante e se desejar perguntar algo estamos aí.

Robson
3.

Caro,

Fico feliz que aquele programa tenha servido como base. Na verdade, a bibliografia pesada às vezes termina servindo mais para referência futura dos estudantes, ou para o deleite dos mais dedicados, que para uso efetivo como material didático.

Tomei nota de várias coisas a partir de seu relato, e queria fazer um pingue-pongue rapidinho.

Como trabalhador em busca de alguma estabilidade, é claro que você teve de prestar trocentos concursos, meter currículo em tudo quanto é lugar, não houve muita escolha. Além disto, com o que se paga de hora-aula, seria impossível, como substituto, ficar num lugar só. Repare como o tempo é fator crucial tanto para o trabalhador-professor quanto para o trabalhador-estudante: no seu caso, pelo que eu disse, e no deles, por questões de que vou tratar mais à frente.

No que diz respeito à intervenção dos identitários, veja como a situação deles é triste. Aquela bibliografia que te passei é plural até doer. Tem Eric Williams, vários volumes da História Geral da África da UNESCO, Eugene Genovese, Alberto da Costa e Silva, Peter Lamborn Wilson, Peter Linebaugh… Tem Kropotkin, Rudolf Rocker, James Guillaume, Max Nettlau, Volin, Victor Serge, Noam Chomsky… Tem Tolstói, Dostoiévski, Balzac, Choderlos de Laclos, Alfred Döblin, F. Scott Fitzgerald, Jaroslav Hasek, John Steinbeck, Chernichevski, Alexandre Dumas, James Joyce, Thackeray, Turguenev… Tem Thomas Carlyle, Hegel, Tocqueville, Napoleão Bonaparte, Thomas Jefferson… Tem Ibn Khaldun, Espinoza, Thomas Hobbes, Francis Bacon, Maquiavel… Tem Max Weber, Adolf Berle, Gardiner Means, Elias Canetti, Milovan Djilas, Jacques Ellul, Hannah Arendt, Bertrand Russell, Edmund Wilson, Joseph Schumpeter, Thomas Piketty… Tem Jacques Rancière, Antonio Negri, Sergio Bologna… e o problema é que a bibliografia é marxista? Com tanta referência de outros cantos, o problema é dialogar com a tradição marxista? Tenho minhas dúvidas se tiveram o trabalho de ler a ementa e a bibliografia. Mas isto é comum, infelizmente.

Ainda neste aspecto, sejamos sinceros: quando aquela moça reclamou que você tentou silenciá-la, ela estava certa. Você calou-a. E, a meu ver, você fez o certo. Uma coisa é o contraponto respeitoso, outra coisa é o “lacre”. Uma coisa, num ambiente universitário, é apresentar outro ponto de vista a partir de leituras fundamentadas, outra é impedir a aula de funcionar. Resgato meu tempo de estudante: meus professores não diziam o que eu e outros companheiros queríamos ouvir, então nós nos organizamos, bolamos um grupo de estudos, e ao invés de “lacrar”, debatíamos o tempo inteiro com questões teóricas e práticas. Entendíamos esta disputa teórica e prática como nosso dever militante, mas entendíamos sobretudo nosso papel como copartícipes de um processo educativo onde não existe apenas nossa relação com o professor, mas também nossos colegas de turma. Precisávamos convencê-los não pelo “lacre”, mas pela apresentação de outras vertentes teóricas consolidadas e de problemas práticos que as teorias hegemônicas não conseguiam enfrentar adequadamente. A militância do “lacre” é solipsista: agem como se não existisse um antes ou um depois do “lacre”, como se o “lacre” fosse solucionar o problema.

Deixe eu te contar uma coisa: fui demitido de uma faculdade por causa de algo assim. Havia um rapaz que insistia em todas as aulas para que o ponto de vista negro na história contemporânea fosse observado, em especial quanto aos processos de independência e descolonização na África. Respeitei a crítica, pesquisei, e na oitava aula apresentei toda a teoria na qual ele se baseava. Achei que isto seria o suficiente, mas mesmo esta aula ele criticou, porque minha abordagem era muito “ultrapassada”: eu tinha relacionado tudo isto com o imperialismo e com as classes dominantes autóctones. Em primeiro lugar, ele queria que eu não falasse deste último aspecto, porque seriam “mentiras brancas”. Depois, quando apresentei uma série de fatos daqueles processos, ele veio me acusar de “racista”. O assunto ainda se estendeu pela aula seguinte, e ele voltou a dizer que meu ponto de vista era “racista”. Dito e feito: deixei o posto de professor, disse que o professor era ele, sentei-me numa carteira no fundo da sala e disse para ele dar a aula no meu lugar, pois eu queria aprender com ele. Isto gerou um constrangimento, os colegas tentaram contemporizar, ele começou a gritar me chamando de “racista” e saiu gritando pelos corredores. O assunto foi parar na direção, e eu fui demitido. Você acha que o problema nas públicas é brabo? É porque ainda não viu o inferno das particulares.

Agora, isto me deixa ainda mais intrigado, porque tudo isto acontece em salas de aula com participação cada vez maior de negros. Não tenho dados agora à mão, mas isto que você apresentou sobre a universidade pública onde você ensinou corresponde a outras onde também ensinei, e meu olhômetro me diz que nas privadas, em especial nas mais baratas, o número de negros é ainda maior. Tive salas 100% negras, outras 80% negras.

Interessante sua observação sobre as diferenças entre os estudantes egressos de escolas particulares e os egressos de escolas públicas federais. Na verdade, li em algum lugar que o investimento por estudante nas escolas federais é maior que na maioria das escolas particulares (tirando, claro, as escolas de elite), e isto confirma a regra. Também tenho muitos colegas ensinando em escolas técnicas, e pelo que me contam a exigência deles por lá é bem alta. Mas e os egressos das públicas estaduais, como reagiram?

Eu disse há bastante tempo que a apatia e a displicência são comuns no meio universitário hoje em dia, mas fui injusto. Sempre me impressiono com as capacidades que estes trabalhadores-estudantes mostram quando encontram alguma cumplicidade de classe. Certa vez, numa faculdade particular onde eu jamais teria a abertura para tratar abertamente em sala de aula da relação de trabalho, dos obstáculos ao diploma, de tudo sobre o que conversamos, eu fiz um jeito inverso de chegar ao mesmo problema: conversar na lanchonete. Eu chegava de outro trabalho, levava uma marmita, pedia para esquentar no micro-ondas da lanchonete, e ali mesmo eu conversava com gente das turmas em que eu dava aula sobre as expectativas quanto ao curso, a realidade do mercado de trabalho, como a faculdade explorava os professores (acredita que ainda tenho salários pendentes depois de dois anos?), e fazia com eles um trabalho de formiguinha. Claro que isto não dava nenhum resultado imediato, mas vi como um ou outro procuravam mais leituras, mais informações sobre o assunto de Introdução à Sociologia (sim, eu dei aulas de Introdução à Sociologia mesmo com diploma de outra área). Depois de muito papo de lanchonete aproveitei uma aula sobre sociologia do trabalho para tocar no assunto. Não era o que eu pretendia, mas teve gente que chorou. Aí aqueles outros com quem eu conversava entraram no assunto, puxaram umas leituras extra que tinham feito (indiquei Germinal, As vinhas da ira, ia disseminando literatura deste tipo), enfim, a aula ficou ótima justo porque, mesmo por alguns instantes, aquele muro entre professores e estudantes caiu, e éramos todos trabalhadores. Aquela aula motivou a turma. Não sei bem que cordinhas eu mexi, mas reparei que alguns estudantes antes apáticos passaram a se interessar mais pelos assuntos.

Ilustram o texto cenas do filme El Estudiante (2011), do diretor e escritor Santiago Mitre (1980-).




Fonte: Passapalavra.info