Junho 28, 2022
Do Anarkio
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O conceito ético e moral vegano moderno foi iniciado na Inglaterra na década de 40 do século passado, do aprofundamento das questões vegetarianas em excluir de vez o consumo de alimentos, de roupas, de utensílios, de qualquer produto de origem animal ou que seja de exploração animal, como a força de trabalho (como bois e cavalos). 

Sua força cresceu muito nas últimas décadas apoiado em uma grande divulgação pelos meios virtuais e pelos avanços tecnológicos e científicos que tornaram as bases éticas e morais do veganismo mais sólidas e robustas. O entendimento científico que não precisamos de proteínas animais para nos manter saudáveis e que a produção alimentar diversificada é a garantia da preservação ambiental são muito promissores. 

Mas há muita coisa para se fazer, muitas lutas ainda são necessárias. A reestruturação das relações de consumo orientadas pelo veganismo, a ruptura com as grandes marcas assassinas de milhões de animais é urgente! 

Não é porque temos uma maionese ou uma carne vegetal, que essas indústrias serão perdoadas pelo extermínio sistemico de milhões de seres. Ou que por uma “estratégia” de passar um pano para empresas que só olham para a lucratividade, acontecerá uma transformação profunda. Um processo de redimissão para as grandes empresas assassinas se inicia com um mea culpa, mea maxima culpa unido a uma ruptura com a linha de produção baseada no assassinato sistemico de seres vivos. Estamos à beira de um colapso ambiental sem precedentes e o quanto antes promovermos o fim das degradações ambientais melhor para a recuperação de nosso planeta, se ainda quisermos fazer parte dele de forma harmoniosa.

Essa mudança é uma guinada a favor de uma descentralização dos meios de produção e sua distribuição coletiva entre as pessoas e grupos de trabalhadoras diretas, uma maior horizontalização das relações econômicas dada pela necessidade de consumo básico e não mais pela lógica financeira de especulação lucrativa.

A libertação animal e nossa convivência mais orgânica, buscando um equilíbrio entre todas, não é possível  no modelo atual de produção predator. A estratégia aqui é manter o sentido moral e ético da luta pela libertação dos seres vivos.

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Fonte: Anarkio.net