Novembro 16, 2020
Do Territorio Livre
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Confinado em um quarto austero, “desconfortável para viver mas aconchegante para morrer”, alguém flerta com a morte e por ela é rejeitada. O descompasso entre a melodia quase dançante e o vocal-letra mórbido se encaixa bem com os tempos de pandemia; um presságio para uma música lançada no final de 2019?

Ainda que não gostem de serem confundidos com os russos, o Belarus (“Rússia branca”) espelha diametralmente seu vizinho: camufla uma autocracia personalista e alimenta mitos nacionalistas, tal como a URSS no idos de Chernobyl.

Pior ainda é o temor de um geográfo brazuca, involuntariamente retido num fechamento de fronteiras para uma pandemia negada (outra contradição): mais medo do surto nas terras tropicais do que nos pântanos do leste…

Talvez seja uma provocação do Molchat Doma (Молчат Дома) cantar em russo.

Em meio à pandemia de coronavírus, mulheres participaram da “Corrida da Beleza” de 8 de março na capital Minsk para marcar o Dia Internacional da Mulher… (Vasily Fedosenko, Reuters)



Fonte: Territoriolivre.noblogs.org